Mãe e filha são presas no PR suspeitas de extorquir e torturar familiares
Investigadas aplicavam golpes financeiros e submetiam familiares a humilhações contínuas

A Polícia Civil do Paraná efetuou a prisão preventiva de uma mulher de 44 anos e da filha dela, de 19 anos, na manhã da última quarta-feira, 23, em Curitiba. As duas são investigadas por suspeita de extorsão, estelionato e tortura física e psicológica contra três familiares: o pai de uma das suspeitas, um idoso, e duas irmãs da investigada. Segundo as apurações, as vítimas foram submetidas a uma série de punições vexatórias e a um prejuízo financeiro estimado em mais de R$ 70 mil.
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A investigação apontou que o esquema teve início quando as suspeitas convenceram os parentes a adquirir um suposto seguro contra o hackeamento de aparelhos eletrônicos. A partir da contratação fictícia, mãe e filha passaram a ameaçar as vítimas com a falsa alegação de que dados e informações confidenciais seriam repassados a criminosos. Sob constante pressão e clima de medo, os familiares passaram a ceder aos pedidos de dinheiro.
Paralelamente à cobrança de valores, as investigadas impunham castigos severos para manter o controle sobre os parentes. O inquérito policial revelou que os familiares eram forçados a pintar o próprio corpo de azul, obrigados a escutar por horas áudios gravados em looping com ruídos de flatulências e arrotos e submetidos a períodos prolongados de alimentação sem interrupção. Além disso, as vítimas eram fotografadas e filmadas em situações humilhantes em diferentes locais.
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De acordo com a Policia Civil do Paraná, o montante obtido por meio da extorsão financiava um padrão de vida de luxo para a dupla, que incluía a compra de joias, um pacote de viagem para a Bahia e a aquisição de artigos de grife autênticos e réplicas de alto valor. Durante a operação, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão para recolher aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e objetos que possam ter sido comprados com recursos de origem ilícita. As duas mulheres permanecem presas à disposição do Poder Judiciário, enquanto a polícia trabalha para identificar a possível colaboração de outros envolvidos nas práticas criminosas.
