Laudo aponta que médica assassinada em Maringá levou 14 facadas e foi esganada pelo marido
Gassi Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta em seu apartamento; suspeito de 25 anos não aceitava o fim do relacionamento e confessou o crime

Um laudo da Polícia Científica concluiu que a médica Gassi Mazia, de 37 anos, vítima de feminicídio em Maringá, no norte do Paraná, morreu em decorrência de uma hemorragia aguda provocada por 14 facadas e também sofreu esganadura. O assassinato ocorreu no dia 5 de setembro, no apartamento em que a vítima residia. O principal suspeito é o marido dela de 25 anos que está preso. Segundo as investigações, a motivação do crime seria o fato de o homem não aceitar o fim do relacionamento do casal.
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As apurações do Ministério Público indicam que o homem invadiu o imóvel e executou a vítima de forma covarde. A Polícia Militar registrou que três facas foram encontradas ao lado do corpo da médica. Os indícios apontam que o suspeito permaneceu no local por algumas horas após o assassinato antes de fugir, deixando o filho do casal, um bebê de apenas oito meses, completamente sozinho no apartamento. A criança e o corpo da mãe foram localizados mais tarde por um outro familiar, que foi ao endereço após ser alertado sobre a situação e acionou as equipes de emergência e segurança.
A prisão do suspeito aconteceu ainda no dia do crime, após ele dirigir até a cidade de Mandaguari, distante cerca de 32 quilômetros de Maringá. O homem foi até a residência de uma familiar e, sem sair do veículo, confessou que havia brigado com Gassi e a matado. Assustada com a revelação e notando que o suspeito apresentava ferimentos no pescoço, a testemunha acionou a Polícia Militar e o serviço de socorro médico. As circunstâncias que causaram os ferimentos no homem não foram esclarecidas.
Após receber voz de prisão em flagrante por feminicídio, o agressor foi levado a um hospital, onde permaneceu internado sob escolta policial. Ele recebeu alta médica apenas na última quinta-feira (10), data em que foi oficialmente transferido para a delegacia para os procedimentos legais. Até a última atualização deste caso, a defesa do suspeito não havia se manifestado publicamente sobre o laudo pericial ou as acusações.
