Laudo aponta afogamento como causa da morte de fotógrafa que caiu em cachoeira no Paraná
Corpo da jovem de 29 anos foi localizado cinco dias após o acidente por meio de buscas com drone

A fotógrafa Ana Paula Silveira Cardoso, de 29 anos, morreu por asfixia mecânica decorrente de afogamento no Salto das Orquídeas, em Sapopema, no Norte do Paraná. A causa da morte foi confirmada nesta sexta-feira (31) pelo delegado da Polícia Civil, Thiago Luiz dos Santos, após acesso ao laudo preliminar da Polícia Científica. A jovem estava desaparecida desde o último sábado (25) e teve o corpo localizado na manhã de quinta-feira (30), colocando fim a cinco dias de buscas.
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De acordo com o delegado que coordena o caso, o relatório pericial não aponta qualquer outra causa para o óbito, o que consolida a principal linha de investigação de que o episódio foi um acidente. Para a conclusão do inquérito, a Polícia Civil aguarda o resultado de exames complementares e planeja colher os depoimentos do proprietário de uma pousada da região, bem como de turistas que estavam no complexo ecológico no dia da fatalidade.
O corpo da fotógrafa, moradora de Londrina, foi encontrado a 123 metros de distância da queda da maior cachoeira do complexo. A localização só foi possível com o uso de um drone operado pelo Corpo de Bombeiros, que realizou uma varredura aérea na área de mata fechada. Segundo os militares que participaram da operação, a dinâmica aponta que Ana Paula despencou da estrutura natural após ser levada pela água.
A tragédia ocorreu enquanto Ana Paula e a amiga, Ana Carolyne Camilo, tentavam atravessar o rio Lajeado Liso com o auxílio de cordas para chegar a um mirante. O local apresenta histórico de corredeiras fortes e, no momento do acidente, estimava-se que o nível da água estivesse cerca de 40 centímetros acima do padrão. Ao se desequilibrar e escorregar, Ana Paula foi arrastada. A amiga tentou ajudá-la, mas também acabou levada pela força do rio. O delegado ressaltou que funcionários do complexo já haviam alertado os visitantes sobre os riscos da correnteza naquele dia.
Ana Carolyne conseguiu sobreviver após ser arrastada e conseguir se agarrar a uma pedra que não estava totalmente submersa, a cerca de 500 metros do local da queda. Ela permaneceu isolada e ferida na mata das 15h de sábado até as 9h de domingo, quando foi avistada por um funcionário do parque que fazia a medição de rotina do rio. Resgatada com o apoio de policiais militares, a jovem foi hospitalizada com uma fratura na coluna e recebeu alta médica na última quarta-feira (29).
