Justiça libera compra inédita de 26 robôs para combate a incêndios no Paraná
Equipamentos de tecnologia alemã atuarão em áreas de alto risco, como indústrias e florestas, preservando a vida dos agentes da Defesa Civil
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O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) autorizou nesta sexta-feira (8) a retomada do processo de compra de até 26 robôs de combate a incêndios pelo governo estadual. A decisão da desembargadora Lídia Maejima, presidente da corte, suspendeu uma liminar de primeiro grau que impedia o andamento do processo licitatório pela Defesa Civil, destravando uma contratação considerada inédita no Brasil devido ao volume de equipamentos.
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A magistrada argumentou em seu despacho que o bloqueio da compra apresentava risco de grave lesão à ordem pública, à economia e à segurança da população. A decisão destacou ainda que a liminar original foi motivada por um laudo técnico produzido unilateralmente por um empresário concorrente que perdeu a licitação, evidenciando interesse próprio na disputa comercial em vez de um real prejuízo à coletividade.
A concorrência, que integra o Plano de Auxílio Mútuo (PAM) do estado, foi vencida por uma empresa alemã. O maquinário de alta tecnologia opera acoplado a uma mangueira e gera um fluxo intenso de água, combinando funções simultâneas de ventilação tática, supressão térmica por névoa e controle remoto.
O principal objetivo da aquisição é preservar a vida dos bombeiros militares, substituindo a presença humana em cenários críticos. O emprego dos robôs abrange incêndios industriais de grande carga térmica, urbanos com risco de colapso estrutural, florestais, eventos em infraestruturas críticas, como portos e refinarias, além de ocorrências em ambientes confinados, a exemplo de túneis e subsolos.
A modernização da capacidade de resposta das forças de segurança estaduais ocorre em um cenário de alerta climático. De acordo com o relatório mais recente do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), todo o território paranaense enfrenta um quadro de estiagem, fator que agrava substancialmente o risco de incêndios de grandes proporções durante a temporada de inverno.