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Justiça aceita denúncia e médica de UTI responderá por homicídio de seis crianças no PR

Mortes ocorreram em 2024 após grave contaminação bacteriana. Denúncia do MP cita falta de assepsia

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Justiça aceita denúncia e médica de UTI responderá por homicídio de seis crianças no PR
Autor Foto: Daniel Castellano/Hospital Angelina Caron

A Justiça do Paraná aceitou a denúncia contra a médica responsável pela direção técnica da UTI Pediátrica do Hospital Angelina Caron, localizado em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. A profissional, cujo nome é mantido em sigilo judicial, responderá por homicídio culposo pela morte de seis crianças e recém-nascidos, com idades entre 27 dias e 11 anos, ocorridas entre maio e julho de 2024.

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Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), as vítimas faleceram em decorrência de choque séptico e falência múltipla de órgãos após uma grave contaminação intra-hospitalar por bactérias multirresistentes. A denúncia aponta que a médica agiu com grave negligência ao ignorar regras técnicas da profissão e se omitir na fiscalização de protocolos básicos de assepsia e biossegurança. O órgão relatou práticas inaceitáveis conduzidas pela equipe técnica, que criaram um ambiente propício à contaminação cruzada, incluindo a reiterada reutilização de luvas de procedimento entre pacientes diferentes, a falta de higiene básica com privação de banhos, além do manuseio inadequado de tubos de intubação e acessos venosos.

Além da condenação criminal da profissional, o MP-PR solicitou à Justiça a determinação de uma reparação financeira mínima no valor de R$ 50 mil para cada uma das famílias afetadas pelas mortes.

Em resposta às acusações, o Hospital Angelina Caron informou em nota que o processo tramita sob sigilo e que a instituição ainda não foi citada oficialmente nem teve acesso ao teor dos autos, mas garantiu que prestará todos os esclarecimentos ao Poder Judiciário assim que for notificada. A assessoria do hospital se recusou a confirmar se a médica continua atuando no local, alegando que limites éticos e legais impedem a manifestação sobre questões individuais relacionadas à profissional.

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Paralelamente, o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) comunicou que instaurará uma sindicância, também sob sigilo, para apurar a conduta da médica e de outros possíveis envolvidos. A autarquia destacou que, caso as violações éticas sejam comprovadas, as sanções podem variar desde uma advertência confidencial até a cassação definitiva do registro profissional, dependendo da gravidade apurada.


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