Jovem é resgatada após ser mantida em cárcere por homem que conheceu em jogo online
Vítima saiu de Londrina para Palmas no início do ano e conseguiu pedir socorro à família mandando mensagens escondidas pelo celular do agressor

Uma jovem de 18 anos natural de Londrina, no Paraná, foi resgatada de cárcere privado nesta terça-feira (11), em Palmas, após ser mantida refém pelo próprio companheiro. A vítima havia se mudado para a capital no início deste ano para viver com o homem de 19 anos, que conheceu por meio de um jogo online de simulação com chat de interação. O suspeito, que não teve a identidade divulgada e cuja defesa não foi localizada, acabou preso em flagrante.
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A Polícia Militar constatou no local que a mulher era privada de seus direitos básicos, sofria agressões físicas e era mantida trancada em uma kitnet, além de ser impedida de usar o próprio aparelho celular. O resgate só foi possível porque a jovem conseguiu acessar o telefone do agressor em momentos de distração e enviou mensagens de forma discreta para a família. Nos recados, ela pedia socorro e orientava os parentes a não responderem, para evitar que o homem descobrisse a comunicação.
Com o alerta, a família procurou a polícia paranaense, que imediatamente acionou as autoridades de segurança em Palmas. Segundo o tenente-coronel Gustavo Bolentini e a Secretaria de Segurança Pública, o contato entre as corporações permitiu a localização rápida do imóvel e a interrupção do crime.
O caso foi tipificado como cárcere privado qualificado, agravado por envolver a restrição de liberdade contra a companheira. O agressor foi encaminhado para a Unidade Penal Regional de Palmas, onde aguarda manifestação da Justiça. Já a vítima foi levada para a Casa da Mulher Brasileira e recebe acolhimento enquanto aguarda a finalização dos trâmites para retornar para casa, no Paraná.
Diante do episódio, as autoridades de segurança reforçaram o alerta sobre os riscos de aliciamento em ambientes virtuais, especialmente em jogos digitais com bate-papo aberto. A Polícia Militar também orienta a população a não se omitir diante de suspeitas, pedindo que vizinhos ou testemunhas que notem indícios de violência doméstica e restrição de liberdade denunciem os casos por meio dos telefones 180 e 190, ou diretamente nas delegacias de polícia.
Com informações do g1
