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HOMICÍDIO

Jovem é presa no Paraná após levar gêmeos recém-nascidos mortos dentro de mochila a hospital

Exames confirmaram que os bebês respiraram após o parto. A suspeita de 19 anos, moradora de Nova Esperança, negava a gestação

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Jovem é presa no Paraná após levar gêmeos recém-nascidos mortos dentro de mochila a hospital
Autor Foto: - Divulgação PCPR

Uma jovem de 19 anos foi presa em flagrante no último domingo (6), no município de Nova Esperança, no noroeste do Paraná, após dar entrada em uma unidade hospitalar carregando os próprios filhos, recém-nascidos e já sem vida, dentro de uma mochila. A prisão ocorreu após laudos periciais comprovarem que os bebês gêmeos nasceram vivos, o que levou a Polícia Civil a indiciar a mulher pela prática de dois homicídios qualificados.

-LEIA MAIS: Advogado suspeito de matar médica no Paraná fugiu e deixou o filho bebê na cena do crime

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O acionamento das polícias Militar e Civil se deu imediatamente após a equipe médica do hospital se deparar com a situação e constatar o óbito das crianças. Os corpos foram recolhidos e encaminhados à Polícia Científica do Paraná para a realização de exames necroscópicos detalhados. Durante a perícia, os especialistas aplicaram o teste hidrostático de Galeno, um procedimento técnico utilizado para verificar se os pulmões receberam ar. O laudo deu resultado positivo em ambos os casos, atestando de forma conclusiva que os bebês respiraram de forma autônoma após o parto e morreram logo em seguida. As circunstâncias precisas e a causa clínica das mortes ainda são alvo de apuração pelos investigadores.

O inquérito da Polícia Civil também revelou um histórico de ocultação por parte da suspeita. De acordo com as investigações, profissionais da rede municipal de saúde, assistentes sociais e membros do Conselho Tutelar já suspeitavam que a jovem estivesse em estágio avançado de gravidez e tentaram realizar o acompanhamento adequado por diversas vezes. No entanto, ela negou repetidamente a gestação e recusou de maneira sistemática a realização de exames clínicos, ultrassonografias e qualquer tipo de assistência pré-natal, até o desfecho trágico ocorrido no fim de semana. A jovem permanece presa e à disposição da Justiça.

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