Jogo da seleção adia em dois anos julgamento de acusado de agredir ex no PR
Cancelamento ocorreu em cumprimento ao Decreto Judiciário nº 308/2026-TJPR, que suspendeu o expediente forense na segunda-feira (29)

O julgamento de um caso de violência doméstica foi adiado em quase dois anos pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) por conta do jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. A audiência, que ocorreria na tarde de segunda-feira (29) no 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, foi remarcada para 29 de abril de 2028.
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O cancelamento ocorreu em cumprimento ao Decreto Judiciário nº 308/2026-TJPR, que suspendeu o expediente forense no período da tarde devido à partida entre Brasil e Japão. Questionado sobre o longo prazo para a remarcação, o TJ-PR informou que essa é uma orientação geral e não comenta decisões institucionais.
O réu no processo é Marcos Eduardo Rosa dos Santos, dono de uma página de notícias policiais e conhecido na região como "Repórter Sassá". Ele responde pelos crimes de lesão corporal e dano ao patrimônio contra a ex-namorada, além de descumprimento de medida protetiva em relação à mãe da vítima.
As agressões ocorreram em junho de 2025 e foram registradas por uma câmera de segurança. As imagens flagraram o momento em que Santos bate na ex-companheira e arremessa o celular dela no chão. Ele chegou a ser preso preventivamente no dia 22 de junho daquele ano, mas recebeu liberdade provisória após audiência de custódia no dia seguinte.
A vítima, de 28 anos, relatou à época que vinha sofrendo ameaças porque o acusado não aceitava o fim do relacionamento de sete anos.
Em nota, a defesa do réu declarou que ele se arrependeu sinceramente e pediu desculpas públicas à vítima na época dos fatos. A defesa ressaltou que Marcos Eduardo custeou os danos materiais causados e destacou que o episódio foi um "ato único e isolado", incompatível com o histórico do acusado, que não possui antecedentes criminais. O advogado reafirmou ainda que o cliente confia no devido processo legal e se mantém à disposição das autoridades.
