Itaipu abre vertedouro pela terceira vez no ano; vazão nas Cataratas é seis vezes maior que o normal
Passeios na principal passarela do lado brasileiro das quedas dependem de avaliação de segurança para reabertura

As fortes chuvas registradas na bacia de Itaipu levaram a usina hidrelétrica a abrir seu vertedouro na madrugada deste domingo (13) para controlar o nível do reservatório. Esta é a terceira vez no ano que a manobra, considerada um procedimento técnico de rotina, precisa ser realizada. O aumento do volume de chuvas na região também afetou o Parque Nacional do Iguaçu, onde a passarela de acesso às Cataratas precisou ser interditada preventivamente devido à alta vazão da água, que ultrapassou a marca de 8,5 milhões de litros por segundo.
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A operação em Itaipu teve início à 1h50, com o acionamento da calha esquerda do vertedouro, liberando uma vazão inicial de 1.700 metros cúbicos de água por segundo. Menos de uma hora depois, a quantidade liberada foi ampliada para 3.100 metros cúbicos, com previsão de atingir o pico de 3.800 metros cúbicos por segundo durante a tarde, antes de ser reduzida no fim do dia. Segundo a Itaipu Binacional, o vertimento deve ser mantido até que as condições hidrológicas permitam o fechamento das comportas. Em 2026, a usina já havia adotado a medida em duas ocasiões, entre o final de junho e meados de julho.
A abertura ocorre porque a hidrelétrica opera no modelo "a fio d’água", possuindo pouca capacidade de armazenamento. Assim, quando o volume que chega ao reservatório supera a capacidade de geração de energia e o consumo, o excedente precisa ser escoado. A instituição destaca ainda que o procedimento responde estritamente ao volume de água que chega à usina e não pode ser associado de forma direta a fenômenos climáticos específicos, como o El Niño.
Os reflexos do clima chuvoso se estendem ao Rio Iguaçu, que percorre o Paraná de leste a oeste. Desde a última sexta-feira (11), a passarela próxima às quedas das Cataratas do Iguaçu, no lado brasileiro, está fechada. Neste domingo, o volume de água despencou a uma velocidade quase seis vezes superior à média normal, que é de 1,5 milhão de litros por segundo, atingindo o patamar de 8,5 milhões, conforme monitoramento da Copel. Segundo a administração do parque, a estrutura só será reaberta para os turistas quando o volume de água recuar e as condições de segurança no local forem totalmente restabelecidas.
