Homem condenado por matar e estuprar a mãe é encontrado decapitado e amarrado em rio no PR
Vítima cumpriu pena pela morte da mãe e estava desaparecida desde sábado

O corpo de Claudio Claudemir Teixeira, de 57 anos, foi encontrado decapitado e com as mãos amarradas no Rio Tibagi, na área rural de Ibiporã, no Norte do Paraná. Desaparecido desde sábado (22), o homem teve o cadáver localizado submerso e preso à vegetação por equipes do Corpo de Bombeiros na tarde desta terça-feira (25), na região conhecida como Água dos Cágados. A vítima havia deixado a prisão há pouco mais de um ano, após cumprir pena pelo estupro e homicídio da própria mãe, ocorrido em 2018.
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Diante das marcas de execução, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) instaurou inquérito para apurar os crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. As equipes da Polícia Científica e do Instituto Médico-Legal (IML) foram acionadas para realizar a perícia e recolher o corpo. O delegado Vitor Dutra de Oliveira afirmou que os indícios no local apontam claramente para uma morte violenta e que os peritos buscam determinar a causa exata do óbito e a dinâmica dos fatos.

A principal linha de investigação avalia se o assassinato foi motivado por vingança em razão do histórico criminal da vítima. Em janeiro de 2018, Claudio matou a mãe, Maria Silva Teixeira, também em Ibiporã, e cometeu violência sexual contra ela durante o crime. Diagnosticado com esquizofrenia na época, o que influenciou na dosimetria da pena, ele permaneceu preso por pouco mais de sete anos, sendo liberado pela Justiça em junho de 2025.
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Os investigadores realizam diligências para reconstruir os últimos passos de Claudio a partir do registro do seu desaparecimento em Sertanópolis. Uma pessoa que residia com a vítima chegou a ser conduzida à delegacia para prestar depoimento, mas foi liberada por falta de elementos que a ligassem ao crime. As investigações prosseguem para identificar a autoria e a motivação do homicídio, e a polícia solicita que informações que auxiliem no caso sejam repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.
