Fonoaudiólogas são investigadas por fraudar consórcio de saúde pública no PR em consultas
Investigação do Gaeco aponta que a dupla utilizava documentação falsa para aumentar valores de terapias para o Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Duas fonoaudiólogas estão sendo investigadas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) sob a suspeita de fraudar repasses de um consórcio de saúde pública na região Sudoeste do estado. As profissionais teriam utilizado certificados falsos para inflar os valores recebidos por atendimentos prestados a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
📰 LEIA MAIS: Fim da "taxa das blusinhas" preocupa indústria; plataformas apoiam
Segundo as apurações, conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o esquema causou um prejuízo estimado em pelo menos R$ 265 mil aos cofres públicos. Ambas passaram a usar tornozeleira eletrônica após a deflagração da terceira fase da operação, ocorrida na última quinta-feira (7).
As irregularidades atingiram o Consórcio Intermunicipal de Saúde (Conims), uma rede pública financiada por convênios, programas estaduais e repasses de 33 municípios do Paraná e de Santa Catarina. A investigação criminal analisa atos praticados pelas suspeitas desde o ano de 2022, concentrando-se nas atividades realizadas em clínicas da região. Além da apresentação de documentação fraudulenta para garantir honorários maiores, os promotores do Ministério Público também identificaram a cobrança de consultas irregulares dentro da rotina do esquema.
As operações para desarticular a fraude estão em andamento desde agosto do ano passado. Na ação mais recente para o cumprimento de medidas cautelares, as equipes do Gaeco executaram nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados às investigadas em diferentes municípios do interior. Em resposta às investigações, o Conims informou por meio de nota oficial que o consórcio em si não é alvo da ação policial e destacou que tem colaborado ativamente com a Justiça desde o início do caso.
