Filhote de anta atacado por cães de caça é internado em estado grave no HV da UniFil
Resgate mobilizou veterinários, policiais e produtores rurais em meio a uma plantação de trigo; suspeita de caçadores na região alerta autoridades

Um filhote de anta de aproximadamente quatro meses e 44 quilos está recebendo cuidados intensivos no Hospital Veterinário da UniFil, em Londrina, após ser resgatado em estado grave. O animal foi severamente atacado por cães de caça nas proximidades da Mata da Fazenda do Bule, na região do distrito de São Luiz. O resgate, realizado na última sexta-feira (10), envolveu uma mobilização de veterinários do hospital, equipes da Polícia Ambiental e produtores rurais locais.
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A ação de salvamento começou quando a proprietária de um sítio na região ouviu latidos anormais, aproximou-se do local e flagrou o filhote cercado pelos cães. Após conseguir espantar os cachorros, ela acionou a Polícia Ambiental, que solicitou o apoio do Hospital Veterinário da UniFil. De acordo com a médica veterinária Daniela Martina, o procedimento de captura foi complexo e exaustivo, pois o animal precisou ser contido manualmente em meio a uma plantação de trigo, sem o uso de sedação. O filhote apresentava diversas escoriações, além de ferimentos causados por mordidas e patadas dos cães, e já passou por exames clínicos e curativos na unidade hospitalar.
A presença de cães de caça na região gerou preocupação nas autoridades e na coordenação do hospital, que é credenciado como Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS), pois o episódio indica a atividade ilegal de caçadores na área de preservação. Os profissionais ressaltaram o perigo da situação, pontuando que a anta é uma espécie considerada em extinção e que, embora o filhote estivesse sozinho, a mãe costuma reagir de forma extremamente violenta para proteger a cria quando pressente o risco. A equipe veterinária realizou buscas nas redondezas, mas não localizou a mãe do filhote. O animal permanecerá internado no hospital até sua completa reabilitação, e caberá ao Instituto Água e Terra (IAT) do Paraná definir o seu destino final, enquanto a Polícia Ambiental mantém o monitoramento da região.
