Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Paraná
publicidade
DISPUTA

Falta de vagas em cemitérios deixa seis corpos em câmaras frias em Foz do Iguaçu

Concessionária afirma ter alertado sobre superlotação e falha em exumações, enquanto poder público diz haver potencial para centenas de novos jazigos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Falta de vagas em cemitérios deixa seis corpos em câmaras frias em Foz do Iguaçu
Autor Os corpos estão aguardando para serem sepultados - Foto: Marcos Landim/RPC

A superlotação dos cemitérios públicos de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, gerou uma crise sanitária e administrativa na cidade. Atualmente, seis corpos de pessoas não identificadas aguardam sepultamento e precisam ser mantidos em câmaras frias, sendo cinco no Hospital Municipal Padre Germano Lauck, que já está com mais da metade de sua capacidade ocupada, e um sob responsabilidade da Polícia Científica. O impasse ocorre em meio a uma disputa judicial entre a prefeitura e a Camis, concessionária responsável pela administração de cinco cemitérios municipais.

-LEIA MAIS: Investigações da PCPR apontam que vítimas encontradas em covas no PR foram mortas por dívidas com o tráfico

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Diante da gravidade e do risco sanitário iminente, a Justiça determinou que o município apresente um plano de ação emergencial no prazo de cinco dias. Paralelamente, a prefeitura instaurou um processo administrativo contra a empresa após alertas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente sobre possíveis descumprimentos de obrigações contratuais. A concessionária recebeu prazo de cinco dias para apresentar sua defesa, que será analisada para a eventual aplicação de penalidades pelo gabinete do prefeito.

A Camis classifica as acusações da prefeitura como falaciosas e afirma que já havia alertado o poder público sobre o esgotamento das vagas gratuitas. Na tentativa de liberar espaço, a empresa abriu dez jazigos no Cemitério Municipal Parque Nacional nos últimos dois meses, mas apenas uma exumação foi possível, já que nos demais casos os corpos ainda estavam íntegros. A concessionária promete liberar mais 14 espaços ainda em setembro, sem data definida, e ressalta que a média mensal de sepultamentos sociais na cidade tem sido de 19 neste ano.

Em contraponto, a gestão municipal argumenta nos autos do processo que há alternativas para ampliar a capacidade dos cemitérios. Vistorias técnicas indicaram a possibilidade de abertura de cerca de 50 novas vagas a curto prazo, mediante a execução de algumas etapas. O município cita ainda estudos que apontam potencial para mais de 540 espaços divididos entre os cemitérios Jardim São Paulo, Três Lagoas e o setor islâmico, além do estudo para expansão de uma nova área com capacidade para nove mil jazigos. A Camis confirma ter licença ambiental para as obras de ampliação no Jardim São Paulo, mas condiciona os novos investimentos à renovação do contrato de concessão, assinado originalmente em 2008.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com informações G1 Paraná

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Paraná

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV