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FRAUDE

Falso médico engana hospital no Paraná, acessa dados de pacientes e aplica golpe do Pix em familiares

Criminoso fingiu ser funcionário da Central de Leitos do SUS para obter informações de internados no Hospital São Lucas, em Laranjeiras do Sul

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Falso médico engana hospital no Paraná, acessa dados de pacientes e aplica golpe do Pix em familiares
Autor Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Um golpista se passando por médico conseguiu enganar a equipe do Hospital São Lucas, em Laranjeiras do Sul, na região central do Paraná, para acessar dados sigilosos de pacientes e extorquir dinheiro de seus familiares. O crime, registrado no último sábado (5), resultou em prejuízo financeiro para pelo menos uma das vítimas.

-LEIA MAIS: Advogado suspeito de matar médica no Paraná fugiu e deixou o filho bebê na cena do crime

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Utilizando as informações obtidas de forma fraudulenta junto à unidade de saúde, o criminoso entrou em contato com os parentes dos internados exigindo transferências bancárias via Pix.A justificativa do estelionatário era a necessidade de comprar medicamentos urgentes, sob a falsa alegação de que o Sistema Único de Saúde (SUS) demoraria pelo menos três dias para fornecê-los.

A Polícia Militar informou que a fraude teve início quando o homem telefonou para o hospital fingindo ser um funcionário da Central de Leitos, órgão do SUS que gerencia a distribuição de vagas e transferências. Utilizando o nome de um médico, ele pediu que uma funcionária da unidade confirmasse os dados de pacientes que aguardavam na fila de regulação.

Com os contatos em mãos, o golpista passou a enviar mensagens e fazer ligações para os familiares a partir do mesmo número de telefone. Pelo menos três famílias foram contatadas durante a ação criminosa. A filha de um dos pacientes, acreditando na urgência da situação, chegou a transferir R$ 554 para o suspeito. Ela só percebeu que havia caído em um golpe quando o criminoso solicitou uma nova transferência e o sistema de segurança da instituição bancária bloqueou a transação.

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Ao constatarem a fraude, os familiares alertaram a funcionária do hospital, que imediatamente acionou a Polícia Militar para o registro do boletim de ocorrência. O caso agora deve ser encaminhado à Polícia Civil para investigação e identificação do suspeito. Esse mesmo formato de crime, com a utilização do nome do mesmo médico, já havia sido registrado há cerca de quatro meses na cidade de Toledo, no oeste paranaense.

Na ocasião, o golpista contatou pacientes em cuidados paliativos da rede municipal fazendo as mesmas exigências financeiras. As autoridades de saúde reforçam que nenhuma unidade básica, pronto-atendimento ou hospital público está autorizado a cobrar por fora por consultas, exames, procedimentos ou medicamentos. Pedidos de transferência via Pix, especialmente os que envolvem urgência e pressão emocional, configuram crime e devem ser imediatamente denunciados aos canais oficiais das instituições de saúde.

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