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Exportações da região crescem 6,1% e superam média estadual

Vendas externas de 13 municípios somaram US$ 167,1 milhões entre janeiro e setembro; Arapongas lidera o ranking regional, com alta de 16,8%

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Exportações da região crescem 6,1% e superam média estadual
Autor Exportações da região movimentaram US$ 167,1 milhões entre janeiro e setembro deste ano - Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

As exportações de 13 municípios da região de Apucarana (PR) movimentaram US$ 167,1 milhões entre janeiro e setembro deste ano, alta de 6,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o total chegou a US$ 157,5 milhões. O resultado, apurado com base nos dados da plataforma Comex Stat, do Governo Federal, supera o crescimento registrado no Paraná e evidencia o desempenho do comércio exterior regional, impulsionado principalmente pelas vendas de móveis de Arapongas e pelos produtos industriais de outros municípios.

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Arapongas detém o maior valor obtido com exportações. Entre janeiro e setembro, a cidade comercializou US$ 73,8 milhões no mercado internacional, o que representa uma alta de 16,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os produtos mais exportados são móveis, que correspondem a mais de 70% da pauta, e carnes e miudezas, com 13,6%. Os principais países parceiros são Uruguai (11,1%), Peru (8,7%), Paraguai (6,7%), Colômbia (6,4%) e Chile (6,3%).

O segundo maior valor pertence a São Pedro do Ivaí, que movimentou US$ 32,2 milhões em exportações, registrando um crescimento de 6,5%. A base das vendas do município é composta por leveduras e microrganismos (57,6%) e preparações para alimentação de animais (40,6%). Os Estados Unidos são o principal destino, absorvendo quase 50% dos produtos comercializados, seguidos por Reino Unido (6,6%) e Peru (6,4%).

Apucarana ocupa a terceira posição regional, com US$ 18,7 milhões exportados. O resultado aponta uma queda de 2,8% na comparação com o ano anterior. A pauta de exportação do município é liderada por tecidos de algodão (21,1%), seguidos por ácidos gordos industriais (17%) e adubos e fertilizantes (16,1%). O Paraguai é o parceiro comercial mais expressivo, respondendo por 50,8% das compras, à frente da Holanda (15,6%) e Itália (5,9%).

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Para o economista Paulo Cruz, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), fatores macroeconômicos e inovação tecnológica são determinantes para o avanço das vendas ao exterior. “A estabilidade do dólar e a previsibilidade econômica permitem que as empresas ganhem produtividade, reduzam custos e tirem projetos de longo prazo da gaveta”, analisa. O economista acrescenta que o investimento em tecnologia tem permitido às indústrias aprimorarem a qualidade dos produtos e acessarem mercados globais mais exigentes.

PARANÁ CHEGA A US$ 18,7 BI EXPORTADOS

As exportações paranaenses alcançaram US$ 18,7 bilhões de janeiro a setembro deste ano, uma alta de 5,5% na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostram um patamar mensal acima de US$ 2 bilhões exportados desde março de 2026.

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Entre os itens de maior representatividade na pauta de exportações paranaenses estão a soja, com US$ 3,9 bilhões, a carne de frango in natura, com US$ 3,3 bilhões, e o farelo de soja, com US$ 1,1 bilhão, com variações positivas em relação ao mesmo período de 2025 de 6%, 25,8% e 13,3%, respectivamente. A carne de frango aumentou sua participação na balança comercial em 2026, passando de 14,7% para 17,5%, enquanto que a soja em grão e o farelo ficaram estáveis (20,9% e 5,8%, ante 20,8% e 5,4%).

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