Ex-jogador e influenciador é preso no PR por aplicar golpes em empresários de todo o país
Suspeito de 25 anos usava perfil com milhares de seguidores e vida de luxo para atrair vítimas

A Polícia Civil do Paraná prendeu preventivamente nesta quarta-feira (13), na cidade de Pato Branco, um influenciador digital e ex-jogador de futebol de 25 anos. Ele é apontado como o principal suspeito de um esquema de estelionato focado em empresários, influenciadores e líderes religiosos de várias regiões do Brasil.
O investigado vendia falsas promessas de sucesso nas redes sociais e não entregava os serviços contratados. A polícia estima que os golpes renderam uma movimentação superior a R$ 3 milhões nas contas ligadas ao suspeito desde 2022, acumulando um prejuízo de mais de R$ 200 mil já formalizado pelas vítimas.
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Para atrair e conquistar a confiança de pessoas públicas que buscavam fortalecer a imagem na internet, o ex-atleta utilizava sua própria popularidade. Com cerca de 45 mil seguidores e vídeos que alcançavam a marca de 1 milhão de visualizações, ele ostentava uma vida de luxo para dar credibilidade às propostas. O influenciador cobrava altos valores para supostamente garantir selos de verificação nas plataformas digitais e comprar espaços de destaque na mídia nacional. Após o recebimento do dinheiro, as vítimas ficavam sem o serviço e sem o reembolso. Até o momento, 16 vítimas foram identificadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal, Santa Catarina e Paraná.
Os investigadores acreditam que o número de pessoas lesadas seja ainda maior, pois muitas deixaram de registrar o boletim de ocorrência por medo de exposição pública ou devido a ameaças feitas pelo próprio suspeito. Para desarticular a rede de lavagem de dinheiro atrelada aos golpes, as equipes policiais também cumpriram dez mandados de busca e apreensão nas cidades paranaenses de Pato Branco e Dois Vizinhos, além de Chapecó, em Santa Catarina.
As ordens judiciais tiveram como alvo outros nove investigados, suspeitos de emprestar contas bancárias para receber, movimentar e ocultar os valores ilícitos arrecadados pelo líder do esquema. Até o momento, a defesa do ex-jogador não se pronunciou sobre o caso.
