Estudantes da UEL denunciam ameaças às vésperas de ato em defesa da democracia
Organização do movimento relatou assédios de grupos ligados ao bolsonarismo; instituição ativou plano de contingência para garantir a segurança

Uma manifestação em defesa da democracia, da ciência e da universidade pública programada para as 18h desta quinta-feira (8), na Universidade Estadual de Londrina (UEL), virou alvo de tensão após os organizadores relatarem uma série de ameaças. De acordo com o movimento estudantil autônomo responsável pelo evento, alunos que participam da mobilização foram intimidados e assediados por grupos identificados como apoiadores do bolsonarismo. Os relatos apontam ainda o envolvimento de estudantes de instituições privadas da cidade nos atos de intimidação. Diante da situação, os organizadores registraram boletins de ocorrência na polícia e formalizaram denúncias nas ouvidorias das respectivas universidades.
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Atenta à circulação de mensagens em aplicativos nos últimos dias, a reitoria da UEL informou que elaborou e colocou em prática um plano de contingência para proteger o patrimônio físico e garantir a integridade das pessoas no campus. A força-tarefa mobiliza a Prefeitura do Campus, a Procuradoria Jurídica e os Centros de Estudos. Por meio de nota oficial, a instituição ressaltou que seu estatuto garante a autonomia, a gestão democrática, o pluralismo de ideias e a livre manifestação pacífica, mas alertou que o regimento geral proíbe rigorosamente qualquer conduta que resulte em danos físicos ou psicológicos a membros da comunidade acadêmica.
O protesto organizado pelos universitários aborda pautas que extrapolam os limites do campus e dialogam com o cenário político nacional. Entre as bandeiras defendidas estão a manutenção das políticas de ações afirmativas, a equidade e a autonomia da produção científica. O grupo também expressa preocupação com as propostas para a educação superior apresentadas na campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, aproveitando o momento para debater os diferentes projetos voltados ao ensino e à pesquisa no país. O movimento busca, dessa forma, incentivar a participação dos jovens na política e dialogar com eleitores ainda indecisos neste segundo turno.
Além das pautas educacionais, a mobilização incorpora reivindicações ligadas aos direitos trabalhistas, com destaque para a exigência do fim da escala 6x1. Os estudantes argumentam que o modelo afeta negativamente a qualidade de vida, o descanso e o tempo de convivência familiar dos trabalhadores, reforçando que as conquistas históricas da classe devem ser preservadas frente às atuais propostas econômicas. O evento desta quinta-feira contará com espaço aberto para falas e adesão de diversos coletivos sociais.
Com informações Portal Tarobá.
