Estado alerta para importância da vacinação contra o tétano e reforça cuidados com ferimentos
Infecção é causada por bactéria presente no solo e pode ser fatal; reforço vacinal deve ser realizado a cada dez anos
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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) intensificou o alerta sobre os riscos do tétano no Paraná. Embora o estado tenha registrado uma trajetória de queda nas notificações e óbitos nos últimos anos — com dez casos e duas mortes em cada um dos anos de 2024 e 2025 —, a pasta ressalta que a doença ainda representa uma ameaça real para quem não mantém o esquema vacinal em dia.
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O tétano é causado por uma bactéria comum em solos, poeiras e fezes de animais, cujos esporos podem penetrar no organismo através de cortes, perfurações, queimaduras ou qualquer tipo de lesão. Uma vez instalada, a bactéria ataca o sistema nervoso central, provocando rigidez muscular intensa e dificuldades respiratórias.
A vacinação gratuita oferecida pelo SUS é o principal mecanismo de controle. O esquema recomendado inclui a vacina pentavalente para crianças (aos 2, 4 e 6 meses), reforços com a DTP (aos 15 meses e aos 4 anos) e a manutenção da dose dupla adulto (dT) a cada dez anos ao longo de toda a vida. Gestantes também possuem protocolo especial, com a indicação da vacina dTpa a partir da 20ª semana de gestação.
Apesar da importância da imunização, os dados de 2025 mostram que o Paraná ainda precisa elevar suas taxas, já que as coberturas vacinais da pentavalente (94,15%), DTP (86,51%) e gestantes (85,21%) estão abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
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A Sesa recomenda que, em caso de ferimentos, especialmente os causados por objetos perfurantes ou em locais como áreas rurais e canteiros de obras, o paciente procure imediatamente uma unidade de saúde. Profissionais da construção civil, agricultura e idosos são os grupos que devem redobrar a atenção, garantindo que suas carteiras de vacinação estejam atualizadas para evitar a infecção.
Com informações de Agência Estadual de Notícias