Esquema de venda de anabolizantes e emagrecedores adulterados é alvo da PCPR E e PCDF
Ação revelou que grupo fabricava os produtos em mansões, utilizando rótulos estrangeiros para enganar consumidores

Uma operação conjunta das polícias civis do Distrito Federal e do Paraná desarticulou, nesta quarta-feira (12), uma rede clandestina nacional especializada na fabricação e venda de emagrecedores e anabolizantes adulterados. Batizada de Operação Narciso, a ofensiva resultou no cumprimento de 45 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão, estendendo-se por diversos estados brasileiros e pelo Paraguai. Por determinação da Justiça, foram bloqueados R$ 32 milhões das contas dos investigados, além de ordenado o fechamento de 13 estabelecimentos comerciais e a suspensão de perfis em redes sociais utilizados para a comercialização dos produtos ilícitos.
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Durante as diligências de campo, cinco pessoas foram presas nas cidades paranaenses de Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu, onde também foram apreendidos cinco carros de luxo e três armas de fogo. No desdobramento internacional da operação, a polícia paraguaia prendeu dois brasileiros em uma mansão em Ciudad del Este. O imóvel de alto padrão funcionava como um centro logístico para facilitar a entrada do contrabando no Brasil. No local, os agentes encontraram substâncias de alto custo para emagrecimento, como a tirzepatida, armazenadas de forma irregular e sem qualquer refrigeração, o que compromete a eficácia e a segurança dos compostos.
A investigação revelou que os produtos eram fabricados de forma caseira, utilizando misturas perigosas de substâncias hormonais, diuréticos e estimulantes. Para dar aparência de legalidade e simular que os itens eram importados, os criminosos falsificavam rótulos com idiomas estrangeiros e bandeiras de outros países. Além da estrutura na fronteira, coordenada por um casal de Foz do Iguaçu responsável por despachar as mercadorias, a quadrilha mantinha laboratórios clandestinos em Goiás e na Paraíba, onde os suspeitos utilizavam uma mansão à beira-mar para a manipulação dos falsos medicamentos.
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O avanço das investigações, que tiveram origem no Distrito Federal após a análise de um celular apreendido, demonstrou o alto nível de organização do grupo e a participação de profissionais de saúde. Para adquirir os insumos controlados em lojas agropecuárias, o esquema contava com o apoio de médicos veterinários que emitiam receitas falsas. Paralelamente, a rede criminosa cooptou nutricionistas e treinadores físicos, que atuavam na ponta do esquema recomendando ativamente as substâncias adulteradas aos seus clientes em academias e consultórios. Todo o material apreendido nos endereços vinculados à quadrilha passará por análise pericial.
