"É um processo de tempo e paciência", diz jovem em tratamento com polilaminina
Ana Beatriz relata a volta gradual de sensações nas pernas e foca na adaptação à rotina de fisioterapia em casa
A jovem Ana Beatriz Stubinski, de 22 anos, que perdeu os movimentos das pernas após ser atingida por um galho de árvore na Praça Osório, em Curitiba, recebeu alta hospitalar e compartilhou os primeiros avanços em seu quadro de saúde. Ela iniciou um tratamento de reabilitação utilizando a polilaminina, uma proteína sintética experimental desenvolvida no Brasil com potencial para estimular a regeneração de nervos e tecidos lesionados na medula espinhal.
Quase um mês após receber a aplicação da substância, que foi autorizada em caráter excepcional pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 16 de junho, a paciente relatou que começou a sentir formigamentos intensos, espasmos e leves estímulos ao toque nas pernas, embora ressalte que a recuperação é um processo gradual que varia de organismo para organismo.
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"Estou começando a ter formigamentos intensos e constantes [...] Tenho espasmos, reflexos e estou começando a sentir um pouco quando pegam na minha perna... Mas é um passo de cada vez", disse em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná.
Segundo ela, o contato com outras pessoas que recebem o medicamento é frequente. "A gente vai conversando com outros pacientes também que estão dentro do estudo e vai vendo que é aos poucos, que cada corpo responde de uma forma. Não é do dia para a noite, é um processo, tempo e muita paciência", destacou ainda na entrevista à RPC.
O acidente
O acidente ocorreu quando um galho de grande porte se desprendeu de uma árvore na praça central da capital paranaense, causando uma lesão grave na medula espinhal de Ana Beatriz, que precisou passar por duas cirurgias complexas antes de ser integrada ao estudo clínico. Em resposta ao ocorrido, a Prefeitura de Curitiba lamentou o acidente e declarou que mantém um programa permanente de monitoramento e manejo da arborização urbana para prevenir quedas e garantir a segurança dos pedestres.
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Recuperação
Agora em casa, a rotina de Ana Beatriz divide-se entre as sessões intensivas de fisioterapia e o processo de adaptação à nova realidade fora do ambiente hospitalar. Ela destacou que o apoio diário de familiares, amigos e de pessoas que acompanham sua história tem sido fundamental para manter sua saúde emocional fortalecida diante das dificuldades diárias do tratamento. Focada em pequenas metas diárias, a jovem estabeleceu planos para o futuro que incluem recuperar a autonomia, retornar ao trabalho e realizar o sonho de caminhar até o altar no dia de seu casamento.