Dupla é presa por se passar por assessores de políticos e aplicar golpes contra idosos no PR
Suspeitos se passavam por assessores de deputados e vereadores, abordavam as vítimas em via pública e ofereciam falsos benefícios assistenciais

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu dois homens, 25 e 29 anos, na terça-feira (09) por aplicar golpes contra idosos e pessoas em vulnerabilidade em Curitiba (PR). Os suspeitos se passavam por assessores de deputados e vereadores, abordavam as vítimas em via pública e ofereciam falsos benefícios assistenciais em nome dos políticos. Sob o pretexto de realizar cadastro, obtinham cartões e senhas das vítimas para efetuar saques indevidos.
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"Eles chegaram a abordar pessoas que estavam na fila de um restaurante popular ou pessoas que estavam em terminais de ônibus. Abordavam geralmente idosos, perguntando se essas pessoas teriam interesse em receber uma espécie de cesta básica, algum benefício por parte do político", detalha o delegado Fabiano Oliveira.
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As investigações começaram depois que uma vítima de 73 anos procurou a polícia para relatar o crime ocorrido em março no bairro Tatuquara. A fraude resultou em saques indevidos e prejudicou o idoso em R$ 1.650.
Além do caso que originou a investigação, os dois são suspeitos de outras fraudes e golpes com o mesmo modo de atuação em outros pontos de Curitiba e em municípios da Região Metropolitana. Conforme a polícia, ambos os suspeitos já tinham sido presos em flagrante na cidade de Contenda por praticar o mesmo crime contra uma idosa.
No dia da prisão, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nos bairros Xaxim e Pinheirinho. A corporação apreendeu itens que deverão auxiliar na identificação de outros comparsas e no rastreamento dos valores subtraídos.
A Polícia Civil reforça que não se deve fornecer cartões bancários, senhas ou dados pessoais a desconhecidos que ofereçam facilidades em via pública.
"Esses tipos de cadastros são feitos dentro dos órgãos públicos e não na rua por pessoas desconhecidas. Mesmo que essas pessoas apresentem crachá, alguma identificação, alguma roupa que possa parecer que ela pertence a algum órgão público, não acreditem. Não é o procedimento padrão de nenhum órgão público fazer esse tipo de abordagem no meio da rua", orienta o delegado.
O delegado reforça também a importância de vítimas registrarem a situação junto às autoridades. "As pessoas, às vezes, por vergonha, acabam não procurando a polícia. A gente faz o apelo para que as pessoas que foram vítimas nos procurem, procurem a delegacia mais próxima da sua residência, para fazer o registro da ocorrência, para que esses golpistas possam ser responsabilizados por todos os crimes que eles cometeram", afirma.
O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kusma, é um dos políticos cujo nome foi usado pelos criminosos. Registrou Boletim de Ocorrência assim que soube do caso. "Continuarei acompanhando o caso e também adotarei medidas legais cabíveis para resguardar a minha imagem e responsabilizar todos os envolvidos pela utilização indevida do meu nome e pela prática dos crimes investigados", disse.
