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Drones aceleram mapeamento do desmatamento no Paraná

Essa precisão técnica subsidia diversas análises complexas

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Drones aceleram mapeamento do desmatamento no Paraná
Autor Os pesquisadores conseguem separar visualmente a cobertura da vegetação da superfície terrestre - Foto: Divulgação UFPR

No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5), a tecnologia consolida seu protagonismo na linha de frente da conservação dos ecossistemas frente às crises climáticas globais.

Um dos principais exemplos dessa transformação digital na sustentabilidade no Sul do país vem do Laboratório de Geoprocessamento e Estudos Ambientais (Lageamb) da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

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Ao completar 20 anos de atividades, o polo estratégico de inovação estruturou o Grupo de Trabalho (GT) dos Drones para regulamentar, profissionalizar e ampliar o uso de uma frota de aeronaves remotamente pilotadas e receptores de alta precisão no monitoramento da cobertura vegetal e do desmatamento na Mata Atlântica.

- leia mais: BRDE amplia Fundo Verde com aporte de R$ 3,6 milhões para projetos no Paraná

A utilização dessas ferramentas aéreas, implementada no laboratório em 2019, tornou-se a base metodológica de quase todos os projetos atuais da instituição.

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Segundo o coordenador-geral do Lageamb, Eduardo Vedor, os drones permitem diminuir drasticamente o tempo de coleta de dados no campo, reduzindo para menos de uma semana um mapeamento topográfico e ambiental que antes demandaria cerca de um mês de trabalho.

Por meio do processamento de imagens tridimensionais em diferentes bandas de captação, os pesquisadores conseguem separar visualmente a cobertura da vegetação da superfície terrestre, estimando com margem de erro milimétrica o volume de biomassa de uma determinada área.

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Essa precisão técnica subsidia análises complexas que vão desde o monitoramento ambiental e territorial até o georreferenciamento de imóveis rurais, mapeamento de comunidades tradicionais, diagnósticos fundiários e análises de ameaças climáticas.

A geógrafa Marianne Oliveira, integrante da equipe técnica, explica que o novo grupo de trabalho visa consolidar procedimentos internos e desenvolver pesquisas avançadas para garantir produtos de alta confiabilidade científica.

O objetivo é responder de maneira ágil e assertiva às demandas de órgãos ambientais fiscalizadores parceiros, oferecendo suporte para a formulação de políticas públicas e tomadas de decisão.

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Na prática, a inteligência geográfica gerada pelo laboratório apoia diretamente o diagnóstico geoambiental de bacias hidrográficas paranaenses e a elaboração de estudos de vulnerabilidade e zoneamento ecológico-econômico.

Além do suporte técnico governamental, o diferencial do laboratório reside na democratização do acesso ao conhecimento, disponibilizando gratuitamente todas as camadas de dados geográficos essenciais para o planejamento ambiental da sociedade por meio de uma plataforma própria de código aberto.

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