Deputada do Paraná usa cota parlamentar para custear bebidas alcoólicas em viagem aos EUA
Gastos ocorreram durante viagem oficial da parlamentar do PT a Nova York. Em nota, ela afirmou que houve um erro na prestação de contas

A deputada federal Carol Dartora (PT-PR) utilizou recursos da cota parlamentar para ser reembolsada por despesas com bebidas alcoólicas durante uma viagem oficial a Nova York, nos Estados Unidos, em março deste ano. A prática contraria as regras da Câmara dos Deputados, que proíbem expressamente o uso da verba pública, destinada a despesas do mandato e alimentação oficial, para o custeio de álcool. Após a revelação do caso na imprensa, a parlamentar afirmou que houve um equívoco na prestação de contas e garantiu que devolverá os valores aos cofres públicos.
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Os gastos ocorreram enquanto a petista participava da 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Em um dos episódios, no The Palm Bar & Grill, o reembolso foi de R$ 453,84 por um consumo que incluiu três taças de espumante e uma sobremesa. Em outra ocasião, no restaurante Luke’s Lobster, a parlamentar foi ressarcida em R$ 216,18 pela compra de um sanduíche de lagosta acompanhado de uma cerveja artesanal.
Em manifestação nas redes sociais, Carol Dartora justificou que o pedido indevido foi motivado pelas diferenças entre os modelos de notas fiscais emitidos no exterior e no Brasil, o que teria dificultado a identificação dos produtos por sua equipe. A deputada assegurou que o erro de pouco mais de 86 dólares está sendo corrigido pelo próprio mandato, com a devolução integral da quantia à Câmara.
Além de justificar a falha, a parlamentar criticou o site Metrópoles, veículo responsável por divulgar a notícia inicialmente. Ela questionou o destaque jornalístico dado a um valor considerado baixo em um país com histórico de desvios bilionários. A política também mencionou investigações da Polícia Federal que apontam supostas ligações e contratos milionários do portal de notícias com o Banco Master, cobrando da empresa de comunicação a mesma transparência que é exigida dos agentes públicos.
