Com avanço de 16,9%, malha rodoviária paranaense supera vizinhos do Sul e Sudeste
Quase 50% da malha avaliada foi classificada como "ótima" ou "boa", superando o desempenho de estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
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O Paraná consolidou-se como o estado com a segunda melhor malha rodoviária do Brasil, conforme aponta a Pesquisa CNT de Rodovias (2025). O levantamento da Confederação Nacional do Transporte revela que o estado possui 1.033 quilômetros de estradas em condição "ótima", o que representa 9% de toda a malha nacional nesta categoria, ficando atrás apenas de São Paulo. O resultado demonstra um avanço significativo em comparação ao relatório anterior, quando o Paraná somava apenas 404 km com essa classificação.
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Ao todo, a pesquisa avaliou 6.601 km de rodovias estaduais e federais em solo paranaense. A soma dos trechos considerados "ótimos" (15,6%) e "bons" (33%) indica que praticamente metade das estradas do estado atende aos mais rigorosos critérios de pavimento, sinalização e geometria. Entre 2018 e 2025, o Paraná registrou o crescimento qualitativo mais relevante das regiões Sul e Sudeste (16,9%), enquanto estados vizinhos como Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentaram decréscimos em suas avaliações no mesmo período.
A evolução é atribuída a um conjunto de investimentos públicos e ao novo programa de concessões rodoviárias. Em 2025, o Governo do Estado empenhou R$ 2,8 bilhões na modernização do modal, incluindo o maior programa de pavimentação em concreto do país, técnica de maior durabilidade e menor custo de manutenção. Entre os destaques estão a BR-163 (Cascavel-Realeza), classificada como "ótima", e a PR-445 (Londrina-Mauá da Serra), avaliada como "boa". Ambas integram o novo modelo de pedágio, que prevê investimentos de R$ 60 bilhões ao longo de 30 anos.
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Com o encerramento dos leilões na Bolsa de Valores (B3) em outubro de 2025, o Paraná passou a contar com 3,3 mil quilômetros concedidos sob um modelo que prioriza a execução de obras. A estimativa é de que as novas concessionárias — entre elas os grupos Pátria, EPR e Motiva — invistam anualmente R$ 7 bilhões em duplicações, terceiras faixas e viadutos. Paralelamente, obras diretas do Estado, como os contornos de Palotina e Santa Helena, e a duplicação da Rodovia das Cataratas, seguem reforçando a infraestrutura logística regional.