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Chacina de Icaraíma: delegado descarta tortura e explica uso de corda em vítima no PR

Manifestação ocorre após familiares apontarem suspeitas baseadas em fotografias periciais; crime ocorreu em agosto de 2025 e deixou quatro mortos

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Chacina de Icaraíma: delegado descarta tortura e explica uso de corda em vítima no PR
Autor As vítimas foram identificadas como Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Mariscal, Diego Henrique Affonso e Alencar Gonçalves de Souza Giron - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) voltou a se manifestar nesta quarta-feira (17) sobre os novos questionamentos envolvendo a investigação da chacina de Icaraíma, no Noroeste do Estado. O caso, que ganhou grande repercussão após a execução de quatro homens em uma área rural do município, em agosto de 2025, voltou ao centro das discussões após familiares das vítimas e seus representantes legais apontarem possíveis indícios de tortura antes das mortes.

A manifestação ocorre dias depois de fotografias periciais anexadas ao processo levantarem dúvidas sobre a dinâmica do crime. Em nota encaminhada à imprensa, o delegado responsável pelas investigações afirmou que, até o momento, não há novos elementos capazes de alterar as informações já divulgadas oficialmente pela corporação.

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Segundo a Polícia Civil, os dados reunidos durante a investigação continuam apontando para a mesma linha de apuração apresentada anteriormente. A autoridade policial destacou que não foram encontrados indícios que justifiquem qualquer complementação, retificação ou mudança nas conclusões divulgadas até agora.

Em relação às suspeitas de tortura, levantadas após a análise de imagens periciais anexadas aos autos, o delegado informou que não há provas que sustentem essa hipótese. De acordo com a investigação, os elementos técnicos disponíveis indicam que as vítimas foram atingidas em regiões vitais do corpo, o que sugere morte instantânea. “Os elementos probatórios colhidos até o momento apontam, em princípio, que a morte das vítimas foi instantânea, tendo em vista os pontos vitais onde os disparos ocorreram e a ausência de outras lesões, o que afasta a manutenção em cativeiro e práticas de torturas antes da morte”, disse o delegado.

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Ainda conforme a PCPR, a ausência de lesões compatíveis com agressões anteriores aos disparos afasta, em princípio, a possibilidade de que os homens tenham sido mantidos em cativeiro ou submetidos a sessões de tortura antes das execuções.

Entenda a polêmica envolvendo os novos laudos

Os questionamentos surgiram após a advogada das famílias das vítimas, Josiane Monteiro, afirmar que novas fotografias periciais revelariam situações que merecem esclarecimento. Entre os pontos citados estão a presença de uma corda vermelha próxima a um dos corpos e uma lesão observada na orelha de outra vítima. Para a defesa, esses elementos poderiam indicar agressões anteriores ao assassinato.

Sobre a corda encontrada junto a uma das vítimas, a Polícia Civil informou que a principal hipótese investigativa é de que o objeto tenha sido utilizado para auxiliar no transporte do corpo até a cova clandestina onde foi localizado. A conclusão leva em consideração as características do terreno, descrito como uma área de difícil acesso, coberta por vegetação densa e sem condições para circulação de veículos.

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A corporação ressaltou que, até o momento, não existem evidências periciais que indiquem o uso da corda para restringir a liberdade da vítima ou submetê-la a qualquer tipo de tortura. O caso segue sob investigação.



							Chacina de Icaraíma: delegado descarta tortura e explica uso de corda em vítima no PR
AutorFoto: Imagem obtida pelo GMC Online

Relembre o caso

As vítimas foram identificadas como Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Mariscal, Diego Henrique Affonso e Alencar Gonçalves de Souza Giron. Os quatro desapareceram no início de agosto de 2025 e foram encontrados dias depois enterrados em uma propriedade rural de Icaraíma.

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As investigações apontam para um quádruplo homicídio qualificado cometido mediante emboscada previamente planejada. A perícia identificou o uso de pelo menos cinco armas de calibres diferentes, circunstância que reforça a tese de um crime executado com elevado grau de planejamento.

Mesmo após mais de dez meses do crime, os principais suspeitos continuam foragidos. Antônio Buscariollo, conhecido como Tonhão, e seu filho, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, seguem sendo procurados pelas autoridades.

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