Casal é preso no PR por chefiar esquema de venda clandestina de vinhos da Argentina
Investigação aponta uso de depósitos na Grande Curitiba para abastecer revendedores em diferentes estados

Uma operação da Polícia Federal contra um esquema de entrada e revenda irregular de vinhos argentinos no Brasil terminou com um homem e uma mulher presos em flagrante em Curitiba (PR), nesta quinta-feira (15). Durante a ação, que abrangeu cinco estados e o Distrito Federal, foram apreendidas 2.372 garrafas.
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O casal é apontado como o principal alvo da investigação, segundo a PF. Em Goiás, outra pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
Mais de 100 policiais participaram do cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão. Também foram autorizadas medidas de sequestro de imóveis e veículos vinculados aos suspeitos para atingir o patrimônio relacionado ao esquema.
Segundo a PF, o grupo mantinha uma rede de transporte, armazenamento e distribuição. Os vinhos entravam irregularmente no país, eram levados a depósitos da Região Metropolitana de Curitiba e depois seguiam para revendedores de diferentes estados.
A investigação também apura o possível uso de empresas de fachada, documentos fiscais falsos e contas bancárias de terceiros. Há indícios de que familiares e outras pessoas figuravam como proprietários de bens dos suspeitos, em uma tentativa de ocultar o patrimônio e dificultar a fiscalização.
A apuração começou em março de 2025, quando a polícia apreendeu 4.200 garrafas de vinho estrangeiro em um depósito na Grande Curitiba. A carga foi avaliada em R$ 900 mil. A análise do material indicou a possível atuação de uma organização com alcance em várias regiões do Brasil.
Nesta quinta-feira, os mandados foram cumpridos em Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Fazenda Rio Grande, Ampére, Foz do Iguaçu e Umuarama, no Paraná. Também houve buscas em Volta Redonda, Campos dos Goytacazes e Niterói, no Rio de Janeiro; Goiânia e Rio Verde, em Goiás; Vila Velha e Vitória, no Espírito Santo; Teresina, no Piauí; e Brasília, no Distrito Federal.
Conforme a participação identificada pela investigação, os suspeitos poderão responder por descaminho, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O descaminho ocorre quando uma mercadoria permitida entra ou sai do país sem o recolhimento dos tributos devidos. Já o contrabando envolve produtos cuja importação ou exportação é proibida.
