Após temporal, Maringá mobiliza força-tarefa para desobstruir vias e recuperar rede elétrica
Mais de 450 profissionais da Copel trabalham no restabelecimento da energia; Corpo de Bombeiros já distribuiu lonas para 600 famílias atingidas

Maringá mobiliza uma ampla força-tarefa para reparar os estragos causados pelo forte temporal de ventos intensos que atingiu o município nesta segunda-feira (2). O impacto da tempestade resultou em 363 ocorrências de queda de árvores registradas pela Prefeitura, além de danos severos na rede elétrica, interrupção no abastecimento de água e falhas nos semáforos.
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Para acelerar a limpeza e a segurança da cidade, 47 equipes municipais atuam nas ruas com o apoio da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e de mais de 200 voluntários, contando ainda com o envio de equipamentos e equipes de municípios vizinhos para a desobstrução das vias.
O atendimento direto à população também ocorre de forma ininterrupta, com mais de 600 famílias já tendo recebido lonas para proteger os imóveis danificados. A distribuição e as orientações aos moradores estão concentradas no quartel do Corpo de Bombeiros.

Todas as estratégias de contingência foram definidas em uma reunião do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) realizada na noite de segunda-feira, que reuniu representantes das forças de segurança, Defesa Civil e gestão municipal para elencar as prioridades: o retorno da energia e da água, a liberação do trânsito e a segurança pública.
O restabelecimento da rede elétrica desponta como o maior e mais complexo desafio, uma vez que o tombamento de árvores e postes exige a reconstrução completa de diversos trechos. A Copel mantém mais de 450 profissionais nas ruas de Maringá e aguarda o reforço de outras 40 equipes nesta terça-feira (3).
O trabalho focou inicialmente nos serviços essenciais, como unidades de saúde, e agora se concentra no reparo dos alimentadores de alta tensão para devolver a luz a um volume maior de consumidores de forma gradual. Os hospitais seguem operando, utilizando geradores onde a rede ainda não foi normalizada, enquanto a Sanepar trabalha para retomar o abastecimento de água, garantindo o envio de caminhões-pipa para suprir as instituições essenciais conforme a necessidade.
