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Após pai confessar assassinato da filha, júri do caso Eduarda Shigematsu entra na reta final

Ricardo Seide admitiu o crime de forma sucinta durante o interrogatório na noite de quarta-feira (16)

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Após pai confessar assassinato da filha, júri do caso Eduarda Shigematsu entra na reta final
Autor A menina foi morta em 2019, aos 11 anos, em Rolândia - Foto: Reprodução

O julgamento de Ricardo Seide e Terezinha de Jesus, pai e avó paterna da menina Eduarda Shigematsu, é retomado na manhã desta quinta-feira (17) no Tribunal do Júri de Maringá, marcando a etapa de debates entre acusação e defesa e a posterior votação dos jurados. A sessão entra em sua reta final após um desdobramento decisivo na noite de quarta-feira (16), quando o réu confessou pela primeira vez ter assassinado a própria filha, de 11 anos.

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A admissão do crime ocorreu durante a fase de interrogatório. Ao ser questionado pela juíza responsável pelo caso, Ricardo Seide confirmou a autoria do homicídio de forma sucinta e, logo na sequência, informou que usaria o seu direito constitucional de permanecer em silêncio. A confissão surpreendeu por ser inédita, já que o pai da menina sustentava uma versão diferente desde a época do crime. Logo após o interrogatório, a magistrada suspendeu a sessão, transferindo a continuidade dos trabalhos para hoje.

Com a reabertura do júri, o cronograma prevê as argumentações finais do Ministério Público e dos advogados de defesa, com a possibilidade legal de réplica e tréplica. Ao término dessa fase de embates, os sete jurados que compõem o Conselho de Sentença se reunirão de forma sigilosa para votar as acusações e definir se os réus serão condenados ou absolvidos.

O Tribunal do Júri teve início na quarta-feira após enfrentar oito adiamentos ao longo de mais de sete anos. O primeiro dia de trabalhos foi marcado pelas oitivas das testemunhas, incluindo policiais civis, o delegado encarregado do inquérito, um vizinho da família e uma diarista que prestava serviços na residência da avó de Eduarda. Um dos momentos de maior destaque técnico foi o relato do médico legista, que atestou que as lesões encontradas no pescoço, no queixo e na região cervical da vítima são compatíveis com morte por esganadura.

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O crime que vitimou Eduarda Shigematsu ocorreu em abril de 2019, na cidade de Rolândia. Após dias de intensas buscas pela criança dada como desaparecida, o corpo da adolescente foi encontrado enterrado nos fundos de um imóvel pertencente à própria família. Ricardo responde judicialmente pelo homicídio da filha e por ocultação de cadáver. Já a avó paterna, Terezinha de Jesus Guinaia, é ré no processo sob as acusações de ocultação de cadáver e falsidade ideológica. As defesas dos envolvidos vinham contestando as denúncias desde o início da tramitação do processo judicial.

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