Após homem sofrer 200 picadas de abelhas, Bombeiros alertam para risco de choque anafilático
Tenente do Corpo de Bombeiros detalha os sintomas de reações graves

Um homem precisou de atendimento médico imediato após ser atacado por um enxame de abelhas e receber cerca de 200 picadas na manhã desta quinta-feira (8), em uma chácara localizada no bairro Pioneiros Catarinenses, em Cascavel. O incidente mobilizou o Corpo de Bombeiros, que priorizou o rápido socorro para evitar o agravamento do quadro de saúde da vítima.
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De acordo com o 2º tenente Alexandre Cosechen, do Corpo de Bombeiros, uma quantidade tão expressiva de picadas introduz uma alta concentração de veneno na corrente sanguínea, podendo desencadear alterações fisiológicas severas e levar a um choque anafilático mesmo em pessoas que não têm histórico de alergia ao inseto. O oficial explica que os sintomas mais comuns de uma reação grave incluem inchaços na pele e o fechamento das vias aéreas, o que pode causar asfixia e evoluir para óbito caso a intervenção médica não ocorra em tempo hábil.
Para situações de ataque, a principal orientação da corporação é afastar-se rapidamente do local e evitar entrar em rios, lagos ou piscinas, pois as abelhas costumam sobrevoar e aguardar na superfície da água por vários minutos. O tenente também recomenda retirar animais e outras pessoas das proximidades com segurança e acionar imediatamente o socorro. Na hora de remover os ferrões cravados na pele, a instrução é utilizar a borda de um cartão rígido para raspar a superfície, evitando espremer a área afetada para não injetar o veneno residual no corpo da vítima.
Em relação à presença de enxames estabelecidos em áreas residenciais, Cosechen reforça que os moradores nunca devem tentar remover ou atear fogo na colmeia, prática que, além de perigosa, configura crime ambiental. O procedimento correto é contratar um apicultor ou profissional especializado capaz de dar a destinação adequada aos insetos utilizando os equipamentos de proteção corretos.
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O Corpo de Bombeiros (193) e a Defesa Civil (199) devem ser acionados exclusivamente em situações de emergência e risco imediato de ataque. Casos em que o enxame está isolado e não oferece perigo direto devem ser resolvidos por serviços privados de manejo.
