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Alunos de Medicina são expulsos após ataques a bolsistas do Prouni e Fies no PR

Mensagens de ataque com teor xenofóbico e nazista foram propagadas por acadêmicos após vitória do presidente Lula nas eleições

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Alunos de Medicina são expulsos após ataques a bolsistas do Prouni e Fies no PR
Autor Decisão foi anunciada nesta sexta-feira (30) e também prevê suspensões e advertências a outros envolvidos, conforme a gravidade das condutas identificadas - Foto: Reprodução

A universidade UniCesumar, de Maringá (PR), desligou estudantes do curso de Medicina após concluir uma sindicância interna sobre mensagens com conteúdo xenofóbico, elitista e de apologia ao nazismo compartilhadas em grupos de WhatsApp. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (30) e também prevê suspensões e advertências a outros envolvidos, conforme a gravidade das condutas identificadas. A instituição não divulgou o número de acadêmicos desligados, suspensos ou advertidos.

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As mensagens denunciadas tinham como alvo estudantes beneficiários dos programas Prouni e Fies. Entre os conteúdos relatados estavam comentários depreciativos sobre a condição socioeconômica dos bolsistas, a origem regional dos alunos e a forma de ingresso na universidade. Também foram identificadas denúncias de compartilhamento de figurinhas e GIFs com referências ao nazismo.


							Alunos de Medicina são expulsos após ataques a bolsistas do Prouni e Fies no PR
AutorFoto: Reprodução

A sindicância foi conduzida por uma comissão interna, que recomendou as medidas disciplinares posteriormente aprovadas pela Reitoria.

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Caso foi levado ao Ministério Público Federal

A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR), que confirmou ter recebido e autuado uma representação sobre o caso. Até quinta-feira (29), o procedimento estava em fase de análise pelo órgão.

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O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) também se manifestou sobre as denúncias, assim como organizações estudantis ligadas ao curso de Medicina. Seis entidades acadêmicas informaram o desligamento de seus quadros dos integrantes envolvidos nas manifestações denunciadas.

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A universidade havia informado anteriormente que o grupo de WhatsApp não possui vínculo institucional e não é um canal oficial. Segundo a instituição, o acesso ocorre por convite dos próprios participantes e não é restrito a estudantes da UniCesumar.

UniCesumar repudia ataques e confirma medidas contra autores dos ataques

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a UniCesumar confirmou a conclusão da sindicância e reafirmou o posicionamento contra práticas discriminatórias.

Leia a íntegra da nota:

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“A UniCesumar comunica que concluiu no dia 30 de outubro a Sindicância Interna aberta para apuração dos fatos envolvendo mensagens trocadas em grupo de WhatsApp por alunos da Instituição.

A Comissão de Sindicância recomendou e a Reitoria da Unicesumar decidiu pela aplicação de medidas disciplinares em relação aos alunos envolvidos, nos termos do Regimento Interno da universidade.

As medidas disciplinares foram: desligamentos do quadro discente da Instituição, advertências e suspensões, de acordo com a gravidade de cada conduta apurada.

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A UniCesumar reafirma seu compromisso com a ética, a responsabilidade, o respeito à vida e os valores que orientam a formação de seus estudantes. A Instituição repudia veementemente qualquer forma de discriminação ou preconceito.

O Núcleo de Apoio ao Estudante de Medicina (NAEME) permanece à disposição dos alunos para oferecer acolhimento, orientação e suporte, nos contatos (44) 99122-3957 ou (44) 3027-6360 ramal 2870.”

Até o momento, nenhum dos envolvidos, que não tiveram seus nomes divulgados, se pronunciou publicamente sobre o caso.

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