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Detentos revitalizam colégio estadual de Piraquara

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Detentos revitalizam colégio estadual de Piraquara
Autor Colégio Estadual Romário Martins, em Piraquara, que foi pintado pelos presos (AEN) - Foto: Reprodução

O Colégio Estadual Romário Martins, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, está revitalizado. O Programa Mãos Amigas finalizou a pintura dos muros, da fachada, das salas de aula e das paredes externas e internas da escola, além de reparos nos forros e novas instalações elétricas. Tudo para beneficiar cerca de 1,5 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio.

“A comunidade está muito satisfeita, muito feliz por ter a escola revitalizada. Hoje o colégio localizado no centro do município tornou-se uma referência na parte estrutural”, destacou a diretora da escola, Claudiovane Parralego.

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As melhorias trazem um novo incentivo aos estudantes. “De todas as iniciativas do Governo do Estado, essa, o Mãos Amigas, é a minha favorita. Ajuda o preso, ajuda a escola e, principalmente, o aluno”, disse o presidente do Grêmio Estudantil, Gabriel Cardoso.

O resultado final também agradou a comunidade escolar. “A qualidade do trabalho é muito boa. Quando um aluno chega à escola e vê que a manutenção dela está em dia, faz um bem. Para o estudante um local adequado faz a diferença”, comentou a mãe Marta Silveira.

A iniciativa contribui para o processo de ressocialização e redução da pena do detento em regime semiaberto do Sistema Penitenciário Estadual. “O programa é interessante pela capacitação profissional que eu recebo. Sou eletricista e com ele eu me atualizo sobre novos equipamentos e aprendo outras atividades profissionais”, disse André Paulo.

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Ele acrescenta que o trabalha executado pelo detentos é uma oportunidade para ressocialização, além de ajudar na melhoria e conservação das escolas estaduais. “A escola nos recebeu de braços abertos. Quando eu voltar ao convívio em sociedade terei condições de me manter e estarei atualizado”, concluiu André.

PROGRAMA - No projeto Mãos Amigas presos do regime semiaberto da Colônia Penal Agroindustrial fazem obras de melhorias em escolas estaduais e outros órgãos do Governo do Estado. Eles executam trabalhos de pintura, jardinagem, limpeza e pequenos reparos.

Os detentos recebem, mensalmente, a remuneração correspondente a três quartos do salário mínimo vigente. Parte do valor pago ao preso – cerca de 20% – fica retida todo mês em uma poupança para que ele possa retirar a quantia quando sair em liberdade definitiva. Os 80% restantes podem ser resgatados durante o cumprimento de pena pela família do detento, caso ele escolha essa opção.Além do trabalho remunerado, outra bonificação para os presos que atuam no projeto é a redução da pena. A cada três dias de trabalho, um é descontado da pena total a cumprir.

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O programa Mãos foi criado em 2012 em uma parceria entre as secretarias estaduais da Educação e da Segurança Pública e Administração Penitenciária, por meio do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen).

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