Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Interventor terá poderes de governo no Estado no Rio

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

GUSTAVO URIBE, TALITA FERNANDES E RUBENS VALENTE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Michel Temer (MDB) desembarca no Rio de Janeiro neste sábado (17) para começar a implementar a intervenção federal na segurança pública do Estado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A função de interventor foi entregue ao líder do Comando Militar do Leste, general Walter Braga Netto, que passa a ter poderes de governo, podendo fazer demissões e contratações na área.

O decreto de intervenção no Rio foi assinado por Temer na tarde de sexta (16) em cerimônia no Palácio do Planalto e publicado em edição extraordinária do "Diário Oficial".

A ideia de nomear um interventor foi do próprio governo federal, após a escalada de violência no Rio, agravada por uma onda de crimes no Carnaval -incluindo arrastões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A partir de agora, os comandos da secretaria estadual, da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e do sistema carcerário estarão subordinados ao general Braga Netto, que avalia fazer uma reestruturação.

"No caso da intervenção, é possível transformar, demitir, admitir e reestruturar. Ou seja, todos os atos de governo", afirmou Raul Jungmann, ministro da Defesa de Temer.

Uma das primeiras tarefas será definir o destino do então secretário da Segurança do Rio, Roberto Sá, que entregou seu cargo nesta sexta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O governo federal decidiu decretar a intervenção após convocar uma reunião na noite de quinta-feira (15) com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), para convencê-lo da medida.

A intervenção é a primeira do gênero desde que entrou em vigor a atual Constituição, de 1988. O decreto precisa de aprovação no prazo de dez dias do Congresso, que pode validá-lo ou revogá-lo. Enquanto isso, os efeitos já estão valendo. A expectativa é que os deputados e senadores votem na próxima semana. Os custos com a intervenção não foram informados.

'MEDIDAS EXTREMAS'

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em discurso, ao justificar o decreto, Temer disse que o país muitas vezes demanda "medidas extremas".

"O governo federal dará respostas duras e firmes e adotará todas as providências necessárias para enfrentar e derrotar o crime organizado e as quadrilhas", disse.

Segundo ele, o crime organizado "quase tomou conta do Rio de Janeiro" e é uma "metástase" que se espalha pelo país e ameaça a tranquilidade da população.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Estamos vendo bairros inteiros sitiados, escolas sob a mira de fuzis, avenidas transformadas em trincheiras. Não vamos mais aceitar nem que matem nosso presente nem que continuem a assassinar nosso futuro", afirmou.

Segundo Temer, com a intervenção, os presídios não serão mais "escritórios de bandidos" e as praças deixarão de ser "salões de festa do crime organizado".

O governador do Rio afirmou que preferia que fosse assinada uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem), dispositivo que autoriza as forças militares a atuarem com poder de polícia, mas que foi convencido pelos ministros e Temer de que uma intervenção seria a melhor saída.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Nós, só com a Polícia Militar e a Polícia Civil, não estamos conseguindo deter a guerra entre facções no nosso Estado", disse Pezão. "E ainda com o componente grave que são as milícias."

No ano passado, a taxa de mortalidade no Rio retornou aos índices anteriores a 2010.

As mudanças na segurança do Estado começarão a ser discutidas na manhã deste sábado (17), durante reunião entre o interventor e o presidente Temer marcada para o Palácio da Guanabara, sede do governo fluminense.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O governo federal não pretende alterar o planejamento de segurança da gestão Pezão para o desfile deste final de semana das escolas de samba campeãs do Carnaval.

REAÇÃO

A intervenção não agradou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que preferia a mesma solução proposta por Pezão: autorização de que as forças militares atuassem com poder de polícia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O clima ficou tenso entre ele e ministros de Temer na reunião da noite de quinta.

Maia disse que a intervenção no Rio é a "última opção" para restabelecer a ordem no Estado e que, por isso, precisa ser "bem executada". Ele admitiu considerar a ação "muito dura, num momento extremo", e disse que só concordou com a medida após ouvir do governador do Rio que esse era o único caminho.

"Só temos uma opção: a decisão tem que dar certo. Se não der certo, o que significa isso no dia seguinte?", disse.

Em viagem na Europa, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) agradeceu Temer "pela ajuda ao Rio", segundo sua assessoria, e acrescentou ter pedido a ação em setembro.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse ter entendido a medida no Rio como necessária.

CRÍTICA

Parlamentares da oposição criticaram. Para a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente do PT, a intervenção tem caráter político e pode ampliar a "perseguição e repressão aos movimentos sociais". "É uma decisão política de mudar a pauta do país. Vendo que não ia aprovar a reforma da Previdência, mudaram a pauta", afirmou.

No Rio, a ideia é que Temer apareça neste sábado ao lado de soldados que participação da operação de segurança, em um plano de marketing para tentar associar a imagem do presidente a um perfil "linha dura".

O objetivo é conseguir instituir uma marca para o governo na área da segurança pública após as chances de aprovação da reforma previdenciária terem se tornado praticamente remotas.

Segundo pesquisas internas do MDB, a segurança é um dos temas que mais preocupam a população para as eleições deste ano -Temer ainda tenta se viabilizar como candidato à reeleição.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV