TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Políticos defendem expandir regras de classificação etária

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O secretário municipal de Cultura, André Sturm, condenou os ataques sofridos pelos funcionários do MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) e afirmou que é preciso haver um debate sobre a classificação indicativa.

"Os museus têm o direito de fazer todo tipo de exposições, e as pessoas também têm o direito de protestar, mas não podem impedir que as mostras aconteçam", diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A opinião de Sturm destoa da do prefeito, João Doria, que em vídeo se posicionou contra mostras como a do MAM e a "Queermuseu", realizada e suspensa em Porto Alegre, dizendo que "tudo tem limite".

"Ele fez uma manifestação pessoal, e eu respeito", disse o secretário. "Mas, em meses de gestão, ele nunca me fez qualquer tipo de exigência sobre a programação cultural."

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, defendeu a expansão da classificação indicativa para as exposições.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Deve ser feita por meio de projeto de lei e posterior regulamentação pelo Ministério da Justiça", disse ele à reportagem. "O conteúdo é apresentado previamente e enquadrado em uma das faixas previamente determinadas."

REPERCUSSÃO

Ouvidos pela reportagem, artistas e especialistas divergem sobre a performance e eventual promoção da pedofilia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A generalização entre o contato com um artista nu e a facilitação a um eventual futuro caso de pedofilia não é garantida", afirma a psicóloga e consultora em educação Rosely Sayão. "O maior problema não está no fato, mas na repercussão dele. A menina e a mãe têm sido expostas, não vão sair imunes."

O crítico literário Rodrigo Gurgel diz que não levaria uma criança a um trabalho artístico com nudez ao vivo.

"Crianças são ingênuas, e esse tipo de performance mostra a nudez como natural. Será que são maduras para entender que aquilo é só performance e que não corresponde ao comportamento que alguém teria, por exemplo, na rua?", ele questiona.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O psicanalista Christian Dunker discorda. "Pelo que vi, a criança não estava coagida, mas curiosa. E a nudez não era erótica." Ele também não crê que, uma vez exposta a uma performance como aquela, a criança possa confundir o papel da nudez num eventual caso de abuso sexual.

"Quando se pega a imagem e se faz dela sagrada, um fetiche, se está dizendo à criança que sobre isso não se fala, que quando isso acontecer ela não deve dividir com outros."

Para a advogada Eloisa Samy, militante pelos direitos humanos, "quem errou foi o museu" e "não bastava sinalizar". "Em uma mostra, quando um homem nu permite ser tocado, a intenção é que toquem nele. Qual é a lição que se está passando às crianças?"

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A atriz e diretora teatral Mika Lins diz que manifestações contra o MAM são um "retrocesso". Segundo ela, os pais são guardiões da criança, não donos. "Eu não exporia minha filha aos cinco anos a tocar no corpo nu de um estranho, numa exposição ou não, mas isso é uma outra questão", diz.

Para o dramaturgo Aimar Labaki, o que há por trás dessas manifestações "é que é preciso cortar dinheiro para a cultura".

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV