TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

ANS vai ter regras para monitorar obesidade

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

NATÁLIA CANCIAN

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) vai lançar diretrizes para diagnóstico e tratamento da obesidade entre usuários dos planos de saúde, quadro que vem avançando no país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A reportagem teve acesso a parte das propostas, atualmente em discussão com médicos, nutricionistas e educadores físicos, e previstas para serem implementadas ainda neste semestre.

Hoje, 47,6 milhões de brasileiros possuem planos de saúde. Dados da pesquisa Vigitel da Saúde Suplementar, feita pela ANS com o Ministério da Saúde, apontam que cerca de um em cada cinco adultos desse grupo está obeso, um índice que cresceu 36% nos últimos sete anos.

Agora, a ANS planeja criar um fluxograma para identificar pacientes com excesso de peso e indicar aos profissionais quais medidas tomar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Sabemos que esses pacientes estão aí, mas quase ninguém faz diagnóstico, e quase nunca são tratados. Esses pacientes vão ser negligenciados até quando?", diz Maria Edna de Melo, da Abeso (Associação Brasileira de Estudos da Obesidade), entidade que participa da discussão.

Uma das propostas é que o cálculo do IMC (índice de massa corporal, um dos indicadores de sobrepeso e obesidade) seja realizado em todos atendimentos da rede. "No sistema de saúde, isso deveria ser regra. Mas não é", diz Melo.

Com esses dados, o médico pode solicitar exames para doenças relacionadas, como hipertensão e diabetes. A ideia também é que a operadora possa enviar recomendações ao usuário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pacientes com IMC entre 25 kg/m² e 30 kg/m², por exemplo, receberiam orientações para reforço de hábitos saudáveis -como redução, com apoio de nutricionistas, dos alimentos com alto teor de sal, açúcar e gorduras e aumento da atividade física para 150 minutos por semana.

"Não precisamos esperar chegar à obesidade. O paciente com sobrepeso já tem que ser bem orientado e direcionado a tratamento", diz a diretora de normas e habilitação de produtos da ANS, Karla Coelho.

Para os com IMC acima de 30 kg/m², a previsão é que, além do incentivo a hábitos saudáveis, haja direcionamento a endocrinologistas, que podem avaliar a possibilidade de uso de remédios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, essas drogas não fazem parte do rol mínimo obrigatório para oferta pelos planos -e não há previsão de mudança nesse cenário.

Segundo a ANS, várias operadoras já oferecem medicamentos dentro de programas específicos, como forma de estimular a adesão do usuário.

Tratamentos com fitoterápicos, laxantes e hormônios não serão recomendados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O grupo também planeja medidas para controle da obesidade infantil, como incentivo ao aleitamento materno e reforço no diagnóstico do excesso de peso.

"A criança obesa tem mais chances de desenvolver obesidade também na vida adulta", diz Mônica Moretzsohn, do comitê de nutrição da Sociedade Brasileira de Pediatria, que analisa as medidas.

Neste caso, uma das propostas é o uso de um "cartão da criança", com dados nutricionais e de saúde, assim como já ocorre no SUS. O modelo é semelhante ao da carteira de vacinação, mas com gráficos para acompanhar crescimento e peso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Antigamente se usava muito para verificar a desnutrição infantil. Agora estamos no outro lado", diz Alberto Ogata, coordenador do laboratório de inovação da Opas-ANS e membro do grupo.

Segundo Coelho, apesar da adesão dos planos de saúde não ser obrigatória, a ANS planeja bônus em avaliações para os que adotarem os protocolos. Parte dos planos já oferece grupos de apoio e nutricionistas e psicólogos para tratar a obesidade.

A previsão é que as diretrizes sejam finalizadas até novembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV