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Com embalagem atraente, 'Família Feliz' decepciona no recheio

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MARINA GALEANO

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os acordes imponentes de "Tocata e Fuga", de Johann Sebastian Bach, nas cenas iniciais de "Uma Família Feliz", soam promissores. Logo na sequência, um Drácula melancólico e carente em busca de um romance improvável sugere uma boa ideia.

Mas, conforme se desenrola na tela, essa animação alemã baseada no livro homônimo de David Safier dissipa as expectativas e fica só na promessa.

Os Wishbone pintam o retrato de uma família à beira da falência. Dois irmãos que se detestam, um pai ausente atolado nas burocracias de seu tedioso trabalho, uma mãe desesperada que não sabe como reconectar todo mundo.

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As coisas pioram ainda mais quando uma terrível maldição se abate sobre o quarteto. Agora, além de infelizes, eles são monstros.

Frank, o pai, vira um Frankenstein abobalhado que não para de soltar pum (piadinha desgastada, diga-se de passagem). Max, o caçula nerd, transforma-se numa miniatura fofa de lobisomem. Fay, a vaidosa filha adolescente, precisa lidar com a nova realidade de múmia. E Emma, a mãe, se vê na pele de uma vampira elegante e quase inofensiva.

Em termos visuais, o resultado do desenho dirigido por Holger Tappe é uma mistura simpática de "Hotel Transilvânia" (2012) com "A Família Addams".

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Os traços bem-feitos e as cores vibrantes servem de isca ao olhar. Porém, falta sustância para manter a atenção do público.

Enredo fraco, conduzido por um texto bobinho, previsível e cheio de soluções questionáveis –a começar pela maneira torta como o Drácula cruza o caminho da protagonista. À procura de uma dentadura de vampiro, Emma telefona para uma loja de fantasias e, por engano, a ligação cai no celular do próprio conde sanguessuga sedutor. O primeiro atropelo da narrativa.

O excesso de reviravoltas também compromete. A saga dos Wishbone vai de Londres ao deserto do Saara e inclui histórias de superação pessoal que tumultuam e arrastam demais a trama.

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As piadas tampouco funcionam. Aguentar o jeito mocorongo de Frank parece um teste de paciência, assim como a irritante velhota feiticeira Baba Yaga, que, sabe-se lá por que, inverte a ordem de todas as suas frases.

Embrulhada numa embalagem até atraente, "Uma Família Feliz" decepciona no recheio –equivocado e pouco original. Tal como insinua uma das tantas mensagens piegas embutidas no filme, de nada adianta a boa aparência se o conteúdo for vazio.

Assista ao trailer de 'Uma Família Feliz' em https://youtu.be/kIXpxfnzEY0.

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UMA FAMÍLIA FELIZ (Happy Family)

DIREÇÃO Holger Tappe

PRODUÇÃO Alemanha, 2017, livre

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AVALIAÇÃO ruim

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