TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

ATUALIZADA - Sob tensão, cidades dos EUA aceleram retirada de estátuas de confederados

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O aumento da tensão entre supremacistas brancos e antifascistas tem acelerado a remoção de estátuas de soldados confederados nos Estados Unidos, símbolos que remetem ao passado escravocrata do país e que são alvos de protestos.

Sem se intimidar pela violência provocada pelo plano de retirada da estátua de um líder confederado em Charlottesville, na Virgínia, líderes municipais de cidades dos EUA disseram que intensificarão os esforços para remover tais monumentos de espaços públicos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

No sábado (12), a manifestação de supremacistas brancos, neonazistas e militantes de extrema direita em Charlottesville terminou em confronto com um grupo antirracista. O motivo do ato foi defender a estátua do comandante confederado Robert E. Lee, que seria retirada.

Apesar do episódio, em Jacksonville, na Flórida, a presidente da Câmara Municipal, Anna Brosche, ordenou um inventário imediato de todas as estátuas confederadas da cidade, em uma medida que prepara as suas remoções.

"Esses monumentos representam um momento de nossa história que causou muita dor", disse Anna nesta segunda (14).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante a Guerra civil dos EUA (1861-1865), os chamados Estados Confederados, do Sul americano, buscaram independência para impedir a abolição da escravatura, após Abraham Lincoln ter vencido as eleições presidenciais.

Em movimento semelhante à de Brosche, a prefeita de Baltimore, Catherine Pugh, disse que está pronta para derrubar todas as estátuas confederadas da cidade, uma vez que o conselho da região votou a favor de destruí-las.

O conselheiro de San Antonio, no Texas, Robert Travino, também promove campanha para remover a estátua confederada da cidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Esta não é uma peça de arte importante, mas um monumento ao poder. É uma mensagem infeliz de ódio. Nós pensamos que é importante mudá-lo", disse Travino após o episódio de violência na Virgínia.

Alguns manifestantes, entretanto, se recusam a esperar pela remoção dos monumentos. Na segunda, ativistas usaram uma corda para derrubar em Durham, na Carolina do Norte, o Monumento ao Soldado Confederado, estátua para homenagear os soldados sulistas na Guerra de Secessão.

Em Baltimore, um monumento de um soldado confederado moribundo nos braços de uma figura angelical foi encontrado manchado de tinta vermelha, aparentemente um ato de vandalismo cometido durante o fim de semana, segundo o jornal "Baltimore Sun".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além das estátuas, a bandeira dos Estados Confederados é motivo de polêmica nos EUA, e ativistas afirmam que ela representa o ódio racial.

A iniciativa de grupos de direitos civis e outros de remover símbolos confederados ganhou força depois que um supremacista branco confesso assassinou nove afro-norte-americanos em uma igreja de Charleston, na Carolina do Sul, em 2015. O massacre acabou induzindo a retirada de uma bandeira confederada do edifício da Assembleia Legislativa da cidade.

O instituto Southern Poverty Law Center, que monitora a atividade de grupos de ódio nos Estados Unidos, contou em 2016 mais de 1.500 menções em todo o país a símbolos confederados, incluindo feriados, estátuas, bandeiras e nomes de cidades, municípios, escolas e parques. Quase metade são monumentos, que estão em 24 Estados. A maioria das dedicações está no Sul, mas 24 estão no Norte e 21 em Estados que não existiam no momento da Guerra Civil norte-americana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Até abril, ao menos 60 símbolos dos confederados haviam sido removidos ou rebatizados no país desde 2015, segundo o levantamento mais recente do Southern Poverty Law Center.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV