Equador critica prisões políticas em Caracas
Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente do Equador, Lenín Moreno, se disse preocupado "com a quantidade de presos políticos" na Venezuela, em uma crítica que quebra com a defesa que seu governo fazia até agora ao regime de Nicolás Maduro.
Embora tenha citado o respeito à autodeterminação dos povos e a não ingerência, posição de Quito desde o início da crise venezuelana, condenou "de forma enérgica" as mortes nas manifestações.
"Não deixa de nos preocupar também a quantidade de presos políticos. A democracia é aquela em que os problemas se resolvem com o diálogo entre todos os atores", disse, em seu programa na noite de segunda-feira (14).
"Lembro que o melhor mecanismo é a democracia direta, que para os mandatários deveria ser a última palavra. Nossa profunda solidariedade com o povo venezuelano, e o mais profundo desejo de que cheguem à paz logo e que não se derrame nem uma gota de sangue a mais."
Esta é a primeira declaração de Moreno sobre a crise venezuelana desde que tomou posse, em 24 de maio. Quem se manifestava sobre o conflito até então era a ministra das Relações Exteriores, María Fernanda Espinosa.
Além das possíveis críticas do chavismo, o discurso deve piorar a relação de Moreno com seu padrinho, Rafael Correa. No sábado (12), o ex-presidente chamou o sucessor de traidor e o acusou de querer destruir seu legado e cassar seus direitos políticos.