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ATUALIZADA - CEO deixa conselho em protesto a presidente

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou nesta segunda-feira (14) a renúncia do CEO da companhia farmacêutica Merck & Co., Kenneth Frazier, do Conselho Americano de Manufatura.

Ele deixou o cargo em protesto à reação de Trump sobre as manifestações em Charlottesville, na Virgínia, que deixaram uma pessoa morta e dezenas de feridos.

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"Ken Frazier, da Merck Pharma, renunciou ao Conselho de Manufatura. Ele terá mais tempo para abaixar os preços extorsivos dos remédios!", escreveu Trump em uma rede social.

"Os líderes da América devem honrar nossas visões fundamentais rejeitando claramente expressões de ódio, intolerância e supremacia grupal, que vão de encontro ao ideal americano de que todas as pessoas são criadas iguais", disse Frazier, que é negro, em comunicado.

"Como CEO da Merck e por uma questão de consciência pessoal, sinto a responsabilidade de assumir uma posição contra a intolerância e o extremismo", afirmou.

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OUTRAS SAÍDAS

Vários executivos de grandes empresas dos EUA, entretanto, já abandonaram conselhos presidenciais consultivos em protesto contra políticas do presidente.

O CEO da Tesla, Elon Musk, e o da Walt Disney, Robert Iger, deixaram o Fórum de Estratégias e Políticas, um grupo empresarial de aconselhamento, depois que Trump disse que iria retirar o país do Acordo de Paris sobre o clima. Musk também deixou o Conselho de Manufatura.

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Travis Kalanick, ex-diretor-executivo do Uber, abandonou o conselho empresarial consultivo em meio à pressão de ativistas e empregados que se opunham às políticas imigratórias do governo.

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