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Deslizamentos e inundações em Serra Leoa matam mais de 300

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Deslizamentos e inundações provocados por fortes chuvas deixaram ao menos 312 mortos na capital de Serra Leoa, Freetown, informou nesta segunda-feira (14) a Cruz Vermelha local.

O número de vítimas pode aumentar, disse à agência AFP o porta-voz da Cruz Vermelha Patrick Massaquoi, já que as equipes de resgate continuam percorrendo os bairros mais afetados, com ruas inundadas e algumas casas soterradas pelos deslizamentos de terra.

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Pouco antes, um funcionário do Hospital Connaught havia relatado a chegada de "ao menos" 180 corpos ao necrotério do estabelecimento.

Segundo ele, não há lugar para acomodar todos os cadáveres e, por isso, muitos foram trasladados para necrotérios particulares.

Fatmata Sesay, que vive na colina de Juba, contou que seus três filhos e seu marido acordaram com o barulho da chuva sobre o telhado de sua casa de barro já debaixo d'água. Eles conseguiram escapar, subindo no telhado.

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A ONG local Society 4 Climate Change Communication publicou em uma rede social a foto de cinco corpos sujos de lama. Vídeos divulgados por essa entidade mostram ruas alagadas por rios transbordados.

Uma fonte das equipes de resgate, Candy Rogers, afirmou que mais de 2.000 pessoas estão sem teto.

De acordo com a ONU, cerca de 60% da população de Serra Leoa vive abaixo do limite da pobreza.

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As inundações são um perigo recorrente no país. Em Freetown, cidade com 1 milhão de habitantes, chove ao menos seis meses por ano.

risco de epidemias

Em setembro de 2015, inundações deixaram dez mortos na capital, onde 9.000 pessoas perderam suas casas. Na época, o ministro da Saúde alertou para os riscos sanitários relacionados com as inundações, como a possibilidade de um surto de cólera.

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Junto com Guiné e Libéria, Serra Leoa faz parte dos países da África Ocidental mais afetados pela epidemia do vírus ebola que matou 11.300 pessoas entre 2013 e 2016.

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