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ATUALIZADA - Primárias têm participação de 72% do eleitorado na Argentina

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SYLVIA COLOMBO

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Com comparecimento de 72% dos eleitores, os argentinos foram às urnas neste domingo (13) para as primárias obrigatórias, em que serão escolhidos os candidatos que concorrerão nas eleições legislativas de 22 de outubro.

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Não houve pesquisas de urna para o público, mas levantamentos encomendados pelos próprios partidos mostraram resultados diferentes.

Na eleição para o senado pela província de Buenos Aires, o cargo mais importante em disputa, o governo de Mauricio Macri apontava uma vitória de seu candidato, o ex-ministro Esteban Bullrich, dois pontos à frente da ex-presidente Cristina Kirchner.

A aliança de Cristina, a Unidade Cidadã, estimava uma vitória dela por oito pontos, enquanto a chapa do deputado Sergio Massa, terceiro colocado nas eleições presidenciais de 2015, indicava que a diferença entre a ex-presidente e o ex-ministro de Macri seria de seis pontos.

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Macri votou pela manhã, em um colégio de Palermo, em Buenos Aires. Como de hábito, levou medialunas para jornalistas e eleitores.

Disse que estava "tranquilo e contente" com a normalidade da votação e com o sol, que por fim saiu na cidade após uma semana de chuvas. Depois de votar, contou que almoçaria com Elisa Carrió, candidata governista a deputada pela capital argentina.

Já Cristina, que concorre pela província de Buenos Aires, mas tem seu registro eleitoral em Santa Cruz, no sul do país, não votou porque preferiu ficar em sua casa portenha com a família. Às 20h, chegou a bunker de campanha em Sarandí, na região metropolitana de Buenos Aires. Acenou para a militância, mas não fez declarações. Foi diretamente a uma sala reservada para acompanhar os resultados.

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Também no bunker de Cristina, pré-candidato a senador pelo Unidad Ciudadana Jorge Taiana disse que "qualquer que seja o resultado, está claro que pelo menos 70% dos habitantes da Província de Buenos Aires não está satisfeito com a política econômica do governo".

Já o chefe de gabinete de Macri, Marcos Peña, disse que "o resultado de hoje é algo que nos dará muita força", mas não adiantou números. Sobre o fato de Cristina não ter ido votar, Peña afirmou que ela "deve explicações".

Em Córdoba, segundo maior colégio eleitoral do país, o governador da província, o peronista Juan Schiaretti, admitiu a derrota do kirchnerismo para a aliança Mudemos.

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"A polarização que o governo apresentou na campanha deu resultados, o kirchnerismo perdeu espaço para os candidatos governistas."

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