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Quênia tem novos confrontos após opositor rejeitar resultado eleitoral

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Violentos confrontos foram registrados neste domingo (13) em uma comunidade da periferia de Nairóbi, capital do Quênia, entre membros da etnia kikuyu, ligada ao presidente reeleito Uhuru Kenyatta, e integrantes da etnia luos, partidários do opositor derrotado nas urnas, Raila Odinga.

A violência explodiu depois que os luos incendiaram estabelecimentos de comerciantes kikuyus, provocando uma batalha campal entre ambos os grupos. Um homem, que seria um kikuyu, foi espancado com um bastão, e seu corpo jazia inerte no chão.

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Esse incidente aconteceu após a visita de Odinga a Mathare, aonde se dirigiu para se encontrar com a família de uma menina de nove anos morta a tiros. Ela morreu na manhã de sábado (12) nessa periferia, depois de ser atingida quando estava na varanda no quarto andar de um prédio.

Odinga já havia ido ao subúrbio de Kibera, onde falou para uma multidão de partidários. Ele garantiu que não aceitará os resultados da eleição presidencial, "roubada" -segundo ele- por Kenyatta.

"Ainda não perdemos. Não vamos abandonar vocês. Aguardem que eu anuncio na terça o caminho a seguir depois de amanhã", declarou Odinga.

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Ele também pediu a correligionários e a simpatizantes para não irem trabalhar na segunda-feira (14), em função da presença em massa das forças de segurança nas ruas.

Na sexta-feira (11), a Comissão Eleitoral anunciou a vitória do presidente Uhuru Kenyatta, reeleito com 54,27% dos votos, contra os 44,74% obtidos por Odinga. A oposição contesta esses números, denunciando uma "fraude" eleitoral.

Após a divulgação dos resultados, saques e confrontos esporádicos, porém violentos, explodiram na periferia da capital, Nairóbi, e no oeste do país.

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De acordo com balanço da AFP com base em fontes policiais e hospitalares, os distúrbios teriam deixado pelo menos 16 mortos até o momento.

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