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Estudantes deixam Câmara de SP após 2 dias de protesto contra privatizações

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PAULO GOMES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cerca de 70 pessoas que ocupavam o plenário da Câmara Municipal de São Paulo desde quarta-feira (9) decidiram deixar voluntariamente o local nesta sexta (11). Eles fizeram a invasão para protestar contra os projetos de privatização do prefeito João Doria (PSDB) e pedem a revogação das restrições impostas ao passe livre estudantil.

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Segundo o presidente da Câmara, o vereador Milton Leite (DEM), os ativistas depredaram parte da estrutura de salas anexas do plenário durante a ocupação, nos primeiros dias. Foi feita uma perícia para apurar o prejuízo e o caso está com a Polícia Civil, mas, de acordo com a assessoria de imprensa da Casa, o custo estimado é baixo.

Nesta quinta (10), a Justiça de São Paulo decidiu que os manifestantes teriam cinco dias para deixar a Câmara, mas eles preferiram não utilizar todo o prazo. Milton Leite havia entrado com recurso no Tribunal de Justiça para que pedido de reintegração de posse fosse concedido mais cedo.

Os manifestantes protestam contra as privatizações planejadas pelo prefeito João Doria (PSDB). Parte dos projetos já foi aprovada em primeira votação na Câmara Municipal no começo de julho.

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A intenção da gestão tucana é que a aprovação em segunda (e definitiva) votação pelos vereadores ocorra até setembro e que algumas licitações sejam lançadas até dezembro para que a iniciativa privada inicie a disputa.

O programa de desestatizações de Doria inclui desde a concessão de parques e cemitérios até a venda do autódromo de Interlagos e do complexo do Anhembi.

O grupo pede a revogação das restrições impostas ao uso do passe livre estudantil. O benefício sofreu corte de oito embarques em 24 horas para até quatro embarques num período de duas horas em duas vezes ao dia. A gestão Doria afirma esperar uma economia de R$ 70 milhões até o fim deste ano com a nova medida.

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TENSÃO

A vereadora Juliana Cardoso (PT), que participava da negociação com os manifestantes, afirma ter sido retirada à força do plenário por policiais militares.

"Como vereadora, esse é meu lugar de trabalho. Policiais militares me retiraram do Plenário e me impediram de conversar com os meninos da ocupação", disse.

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"Falei que só sairia se retirada à força e cada policial me pegou de um lado e me retirou. Vou tomar as medidas judiciais cabíveis."

Segundo ela, que classificou a atitude como agressão, apenas vereadores homens têm sido autorizados pelo presidente da Câmara, Milton Leite, a entrarem no Plenário.

"O Eduardo Suplicy (PT) entrou hoje, por exemplo. Desde ontem, nem eu e nem a Samia Bomfim (PSOL) conseguimos entrar."

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