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ATUALIZADA - Washington expulsa diplomatas cubanos

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Em um caso que mais parece ter saído de um relato da Guerra Fria, a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, divulgou nesta quarta-feira (9) que dois diplomatas cubanos foram expulsos dos Estados Unidos depois que "incidentes" causaram "vários sintomas físicos" a funcionários da Embaixada dos EUA em Havana.

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Nauert não quis esclarecer quantos americanos teriam sido afetados nem quais foram os sintomas. Os episódios começaram no fim de 2016, e os funcionários tiveram que deixar a ilha e voltar aos EUA.

Nos entanto, outros funcionários, sob anonimato, disseram à Associated Press que, entre os sintomas causados pelos "incidentes", estaria a possível perda de audição.

Um deles disse que o governo está investigando se membros do regime do ditador Raúl Castro teriam colocado aparelhos sonoros que produzem sons inaudíveis nas casas de cinco funcionários da embaixada com a intenção de deixá-los surdos.

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Os diplomatas cubanos em Washington tiveram sua saída ordenada pelos EUA em 23 de maio, mas a informação só foi confirmada pelo governo americano nesta quarta, depois de ter sido publicada pela CBS Radio News.

O Departamento de Estado diz que não há "respostas definitivas sobre a origem ou causa dos incidentes", mas deixou claro que o governo do presidente Donald Trump responsabiliza Havana.

"O governo cubano tem a responsabilidade e a obrigação, sob a Convenção de Genebra, de proteger os nossos diplomatas", disse Nauert.

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Segundo a porta-voz, o governo está tratando "muito seriamente" o caso e investigando as causas e os impactos dos incidentes.

"O que é preciso é que providenciemos exames médicos para essas pessoas. Inicialmente eles começaram a relatar o que eu só chamarei de 'sintomas'. Levou um tempo até que fosse identificado o que era", disse. "Estamos monitorando isso."

Como todos os diplomatas estrangeiros em Havana, os funcionários afetados --que haviam chegado à ilha caribenha em meados de 2016-- moravam em casas que são propriedade do regime cubano e mantidas por ele. Por isso, o governo Trump estaria mais certo da participação do regime de Raúl Castro.

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No fim do ano, eles e seus cônjuges teriam começado a perder a audição, e a investigação então começou, segundo a agência de notícias Associated Press. Nenhuma criança teve os sintomas.

A Embaixada dos EUA em Havana foi oficialmente reaberta em agosto de 2015, simultaneamente à cubana em Washington, como parte do movimento de reaproximação entre os países acordado entre Castro e o então presidente Barack Obama, iniciada em dezembro de 2014.

As embaixadas haviam sido fechadas em 1961, quando as relações entre os dois países foram rompidas.

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Em 16 de junho -- quando os dois diplomatas já tinham sido expulsos dos EUA, mas a informação ainda não era pública --, Trump foi a Miami anunciar que estava "cancelando" o acordo de aproximação feito por Obama.

Na prática, contudo, o que o republicano fez foi restabelecer restrições para viagens de americanos a Cuba e determinar a proibição de transações comerciais entre empresas americanas e entidades militares cubanas.

Na ocasião, Havana criticou a "retórica hostil" de Trump ao anunciar as medidas, mas insistiu na vontade de continuar o diálogo "respeitoso" com os americanos.

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