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ATUALIZADA - Ataque a base militar na Venezuela deixa um morto e um ferido

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ataque a uma base militar no norte da Venezuela deixou uma pessoa morta e outra gravemente ferida, neste domingo (6), informou o comandante do Exército, o general Jesús Suárez Chourio.

"Um deles (agressores) teve baixa e um ficou gravemente ferido", apontou o general em um vídeo gravado no destacamento onde ocorreu o incidente, na cidade de Valência, no norte do país.

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O governo denunciou que um grupo de civis e um tenente desertor, vestindo uniformes militares, atacaram na madrugada um forte militar, mas foram neutralizados. Sete atacantes foram capturados.

"Um grupo de paramilitares que, aproveitando as condições do momento nos atacaram, mas foram imediatamente repelidos, foram derrotados e aqui estamos festejando o triunfo da pátria em paz", acrescentou Suárez, que participou da tentativa frustrada de golpe de 1992 juntamente com o presidente falecido Hugo Chávez, de quem foi chefe de segurança quando chegou ao poder.

"Aqui houve uma insurgência da pátria em 4 de fevereiro, há 25 anos e meio, mas hoje o que houve foi um ataque terrorista, paramilitar, mercenário, pago pela direita e por seus colaboradores, pago pelo império americano", acrescentou.

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Os militares expressaram sua "lealdade absoluta" a Maduro e à "revolução" fundada por Chávez, morto em 2013.

OPOSIÇÃO

O presidente do Parlamento venezuelano, Julio Borges, exigiu que o governo de Nicolás Maduro diga "a verdade" sobre o suposto ataque terrorista neste domingo contra um forte militar.

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"Queremos saber a verdade, que não venham com historinhas, com uma caça às bruxas, que não venham nos culpar", disse Borges, líder da maioria opositora no Legislativo, em um evento universitário.

Borges afirmou que isso precisa "levar a uma reflexão profunda do governo", e disse que "é muito claro: a Força Armada é um espelho de um país que não quer mudar".

Os militares expressaram sua "lealdade absoluta" a Maduro, apesar de a oposição continuamente pedir que eles tirem seu apoio e "se coloquem ao lado da Constituição".

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Borges concordou, no evento, com Luisa Ortega, procuradora-geral destituída pela Assembleia Constituinte de Maduro, com quem rompeu há quatro meses.

"Estou consciente de que a instalação da assembleia para muitos é uma espécie de golpe", mas "cada passo da Constituinte é um passo ao precipício para esse governo", afirmou o deputado.

"A única coisa que resta é a força bruta, não é um governo forte, é um governo podre, caído, que só quer se agarrar ao poder. O que devemos fazer? Seguir nas ruas, será uma luta difícil, mas, ao fim, a dignidade do povo vai prevalecer", garantiu.

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