TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Reunião do Mercosul em SP deve impor nova suspensão a Caracas

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SYLVIA COLOMBO

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - A reunião dos chanceleres do Mercosul que ocorre neste sábado (5), em São Paulo, deve fechar ainda mais o cerco diplomático à Venezuela, definindo uma nova suspensão do país do bloco, por meio da aplicação do Protocolo de Ushuaia sobre Compromisso Democrático.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Além da suspensão mais técnica, por descumprir cláusulas que regulam o Mercosul, definida em dezembro, deve ser agregada uma nova suspensão, desta vez claramente política -o agravamento da ruptura democrática no país caribenho.

Até a sexta (4) à tarde, os diplomatas não usavam o termo "expulsão", algo que o próprio chanceler argentino, Jorge Faurie, descartou na cúpula do bloco em julho, em Mendoza, por ir "contra o espírito do Mercosul, que é o de ampliar sua atuação na região e não reduzi-la".

A nova suspensão, na prática, significa que o país continuará de fora de todos os órgãos de atuação do bloco. Não se trata de um meio-termo ou um passo anterior a uma expulsão, pelo menos por ora. Se antes a Venezuela já tinha uma suspensão, agora deve acumular duas. É uma situação mais grave que a anterior e que exigirá do país caribenho, caso queira voltar a integrar o bloco de maneira plena, um caminho com ainda mais requisitos a cumprir.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na quinta-feira (3), Faurie viajou a Montevidéu para convencer seu par uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, a dar este novo passo. O Uruguai vinha resistindo a tomar medidas mais duras com relação à Venezuela por conta da pressão exercida pelo Parlamento local, com uma maioria composta pela esquerdista Frente Ampla, que nutre simpatias ao chavismo.

As últimas demonstrações de repressão durante o fim de semana de votação da Assembleia Constituinte fizeram com que o governo uruguaio mudasse de ideia.

Em Mendoza, há duas semanas, o país rejeitou uma declaração final mais incisiva contra a Venezuela. Agora, após uma eleição com indícios de fraude, ao menos 14 mortos na repressão às manifestações e as novas prisões de Leopoldo López e Antonio Ledezma, o Uruguai se mostra mais disposto a acompanhar o resto do bloco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de a reunião ter sido a portas fechadas, Nin Novoa disse ao final, à imprensa local, que "o presidente Nicolás Maduro está colocando cada vez mais dificuldades para retornar ao bloco com normalidade".

Faurie afirmou que o tempo do Uruguai para se sintonizar com os demais países está sendo respeitado. "Cada um alcança sua decisão no momento que deve fazê-lo. Estamos tratando de gerar as coincidências", declarou.

RESTO DA REGIÃO

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma reunião deve ocorrer na próxima terça-feira (8), em Lima, envolvendo chanceleres de outros países da região, também para discutir propostas de atuação em relação à crise venezuelana.

Além dos membros do Mercosul, estão convidados para o encontro os representantes do México, Chile, Colômbia e Costa Rica.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV