TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Procuradora diz que passou a se opor a Maduro após enteada ser sequestrada

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A procuradora-geral da Venezuela, a chavista dissidente Luisa Ortega Díaz, revelou nesta quarta-feira (2) que ela passou a se opor ao presidente Nicolás Maduro depois que sua enteada foi sequestrada com o filho.

María Andrea Ferrer, filha do deputado e marido da procuradora Germán Ferrer, foi capturada por homens armados em 16 de fevereiro enquanto saía de casa com o filho, um adolescente de 16 anos, em Caracas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Nesse dia Ortega Díaz estava em Brasília assinando um acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e nove homólogos de cooperação para investigação do escândalo de corrupção envolvendo a Odebrecht.

"Tive que abandonar a reunião e voltar imediatamente para cá [Caracas]. Ela ficou dois dias sequestrada e ele, três, porque soltaram ela e ficaram com o menino", disse, em entrevista à emissora CNN en Español.

"Além disso, as perseguições permanentes, o assédio à sede principal onde eu estou, do Ministério Público, à minha casa e à casa dos meus familiares tem sido permanente nos últimos meses."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O crime foi investigado pelo Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (Cicpc), ligado ao governo, e seis suspeitos foram presos pela polícia e acusados de sequestro, roubo e associação criminosa.

Em junho, porém, surgiram rumores de que o sequestro seria uma represália à procuradora por buscar dados sobre a corrupção no governo de Nicolás Maduro ou que estaria interessada em levar o material aos EUA.

Após o sequestro, o Ministério Público praticamente não avançou com as acusações a pessoas que teriam recebido propina da construtora brasileira ?a empreiteira afirmou ter pago US$ 98 milhões a políticos venezuelanos, valor só superado pelo desembolsado no Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A primeira acusação formal saiu apenas em 12 de julho, contra parentes do ex-ministro Haiman El Troudi. Na última terça (1º), Ortega Díaz anunciou que o governo pagou US$ 30 bilhões à Odebrecht por obras inacabadas.

RUMO À DITADURA

A procuradora disse que a convocação da Assembleia Constituinte, à qual se opõe, a violência das forças do governo nos protestos e o uso da Justiça Militar contra opositores "colocam o país no caminho de um regime ditatorial".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Não posso dizer absolutamente que perdemos totalmente a democracia, ainda ficaram algumas aparências, mas, se continuarmos avançando dessa forma, perderemos todas as características de democracia."

Na entrevista, anunciou a investigação contra as reitoras chavistas do Conselho Nacional Eleitoral pela acusação de fraude na votação da Constituinte e pediu a auditoria dos votos com "especialistas nacionais e internacionais".

Sobre a guinada que deu a partir de março contra Maduro, Ortega Díaz afirma que "sempre foi a mesma". "Foram outras pessoas que mudaram. Revisa minha posição desde que fui designada procuradora, sempre a mantive."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV