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Após decisão judicial, França abrirá centros para imigrantes perto de Calais

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo francês fornecerá água e banheiros a migrantes em Calais e abrirá dois centros de acolhimento numa área fora da cidade. A decisão ocorreu horas depois que, nesta segunda (31), um tribunal ordenou que se encerrasse o que chamou de tratamento desumano daqueles que tentam chegar ao Reino Unido.

Menos de um ano após o local que ficou conhecido como "a selva" -na realidade, uma grande favela próxima ao porta da cidade-, ter sido desmantelado, os migrantes voltaram ao lugar. Instituições de caridade e o órgão nacional de defesa dos direitos humanos têm feito duras críticas às condições miseráveis em que essas pessoas se encontram.

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O ministro do Interior, Gerard Collomb, disse que havia de 350 a 400 migrantes ao redor de Calais. no local, já chegaram a viver cerca de 10 mil migrantes. Os dois novos centros para abrigá-los serão em Bailleul e Troisvaux.

"Nós não queremos repetir os erros do passado, mas também queremos lidar com os problemas no Cais", disse Collomb, indicando sua determinação para evitar o fornecimento de instalações que possam atrair imigrantes para a cidade, tornando-a mais uma vez uma plataforma para aqueles que tentam chegar ao Reino Unido.

O acesso à água, aos chuveiros e aos banheiros serão fornecidos na área de Calais por meio de instalações móveis, disse Collomb.

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Mais cedo, o Conselho de Estado, principal tribunal administrativo da França, decidiu que o tratamento dado aos migrantes era ilegal.

"O Conselho de Estado considera que as condições de vida dos migrantes revela um fracasso das autoridades públicas, que expuseram essas pessoas a tratamentos desumanos ou degradantes", afirmou em um comunicado.

Enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, pediu que os migrantes sejam tratados com dignidade, seu governo se recusou a abrir um novo centro de acolhimento em Calais, afirmando que ele se tornaria um ímã para os imigrantes.

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Na semana passada, a ONG Human Rights Watch pressionou a França a acabar com o que descreveu como violência policial recorrente contra migrantes em Calais. Collomb disse que haveria uma investigação sobre o comportamento dos agentes de segurança.

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