TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

ATUALIZADA - Chineses miram venda de ônibus em São Paulo

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER, ENVIADA ESPECIAL

SHENZHEN, CHINA (FOLHAPRESS) - Em 2008, a embaixada dos EUA na China instalou em seu teto um monitor de controle da qualidade do ar em Pequim. A escala vai de zero (satisfatório) a 500 (todos podem sofrer problemas graves de saúde), e os resultados são postados de hora em hora no Twitter (@BeijingAir).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

No dia 11 de outubro de 2010, quando o sistema cravou 562, o ar local foi definido como "crazy bad" (maluco de ruim) pelo perfil oficial, e seguidores popularizam o neologismo "arpocalipse".

Três anos depois, o relatório "Rastreando a Fumaça", do Greenpeace, culpou o transporte na capital chinesa por 45% das emissões de óxidos de nitrogênio -família de gases por trás de problemas respiratórios e névoa tóxica que vira e mexe cobre metrópoles chinesas.

A história é outra em Shenzhen. Com os mesmos 12 milhões de habitantes de São Paulo, a cidade ao sul do país tem a atmosfera mais limpa entre as grandes áreas urbanas chinesas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na sexta (28), o prefeito João Doria (PSDB) elenco um dos motivos pelos quais respirar melhor por aquelas bandas não é obra do acaso.

No último dia de sua viagem de uma semana pela China, o tucano conheceu uma das empresas líderes em veículos movidos a energia elétrica, tidos como uma das razões pelo céu mais limpo.

Convidado a dirigir um dos carros, Doria foi ao volante (não sem antes lembrar que já recuperara a carteira de habilitação suspensa por desrespeito a normas de trânsito). Shenzhen quer chegar a 100% da frota de ônibus elétricos até o ano que vem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Doria disse que "o Brasil está tupiniquim demais, muito longe desta evolução tecnológica". Ele tem razão, a começar pela cidade que comanda. A capital paulista tem cerca de 15 mil ônibus. Apenas um se locomove com bateria elétrica.

Segundo o secretário municipal de Transportes, Sérgio Avelleda, há ainda em torno de 200 trólebus (alimentados por cabos ligados à rede elétrica, como os bondes de antigamente).

Mas 98,8% da frota se serve do não tão bom e certamente velho diesel. A prefeitura planeja lançar em agosto uma licitação para um novo contrato com empresas de ônibus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A BYD, corporação chinesa que pôs o prefeito no comando de um de seus carros elétricos e depois lhe doou quatro modelos de R$ 250 mil cada para São Paulo, tem todo o interesse no mercado.

Um dos pontos do edital que vem por aí é fixar metas de redução de emissão de poluentes, sem contudo especificar quais tipos de combustíveis deverão abastecer os ônibus (diesel, biodiesel, etanol, eletricidade, gás etc).

Se o objetivo de aumentar a qualidade do ar e também a sonora for atingido, tanto faz qual solução as empresas abracem, diz Avelleda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ponto positivo para a solução elétrica: propiciar viagens bem menos barulhentas que as dos ônibus de hoje.

"A questão do silêncio" pesa, afirma Avelleda. "Quem não se incomoda quando o ônibus passa às 4h com o barulho do diesel?"

Ponto negativo: o preço. Cada veículo da frota atual custa em média R$ 550 mil. O modelo da BYD, por exemplo, sai por R$ 1,2 milhão -R$ 550 mil só da bateria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A companhia propõe uma alternativa, diz o diretor de marketing da BYD no Brasil, Adalberto Maluf: leasing, espécie de aluguel da bateria que seria incorporado ao preço do bilhete. "Em vez de pagar R$ 1 por km de combustível, paga-se R$ 1 pela bateria."

Após o preço do automóvel em si ser quitado, o único custo será o da energia -eis a vantagem econômica, já que os veículos elétricos têm vida útil maior (15 anos contra 10 do diesel), argumenta Maluf.

Como um "test-drive" de ônibus ecologicamente corretos, São Paulo colocará em circulação 60 modelos elétricos ainda em 2017, diz Avelleda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV