ATUALIZADA - Em dia de eleição, Caracas amanhece com ruas bloqueadas por barricadas
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SYLVIA COLOMBO, ENVIADA ESPECIAL
CARACAS, VENEZUELA (FOLHAPRESS) - Os venezuelanos elegem neste domingo (30) uma Assembleia Nacional Constituinte, para elaborar uma nova Constituição para o país, que vive momento de grande instabilidade política e econômica.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, votou às 6h (7h de Brasília) no distrito de Catia, em Caracas, cinco horas antes do que havia anunciado aos meios locais e internacionais.
Desta forma, apenas a TV estatal estava presente e registrou seu voto. "Este é o primeiro voto pela tranquilidade futura da Venezuela", disse.
A autoridade eleitoral venezuelana (CNE) também informou que jornalistas seriam impedidos de ultrapassar um perímetro de 500 metros ao redor dos centros de votação.
Trajando camisa vermelha, Maduro cumprimentou mesários e dirigiu-se à cabine de votação. Antes de encerrar seu voto, ergueu a cédula para fotógrafos e cinegrafistas.
"Quis o imperador Donald Trump proibir o povo de exercer o direito ao voto e eu disse chova ou faça sol haverá eleições e Assembleia Constituinte", disse Maduro logo após votar.
CLIMA DE TENSÃO
Caracas amanheceu silenciosa, com muitas ruas bloqueadas por barricadas e alta presença da Guarda Nacional Bolivariana nas ruas.
Enquanto isso, a TV estatal apresentou várias autoridades ao vivo acalmando a população, afirmando que a segurança dos centros de votação estava garantida.
"Não tenham medo de sair de casa e exercer seu direito básico e garantido pela nossa Constituição, o de escolher os representantes dessa Constituinte histórica, disse o líder chavista Elias Jaua.
A oposição, por sua vez, convocou uma marcha para as 10h (11h de Brasília), com o slogan "Venezuela se rebela contra a fraude", e pedindo que as pessoas compareçam vestidas de branco ou usando as cores da bandeira nacional.
Líderes oposicionistas confirmaram por meio das redes sociais que estariam presentes.