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'Criar narradores diferentes me livram de mim mesma', diz Fernanda Torres

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FERNANDA MENA, ENVIADA ESPECIAL

PARATY, RJ (FOLHAPRESS) - A proximidade entre a literatura e o teatro, seja na influência da oralidade na linguagem escrita, seja na facilidade com que um livro pode ser traduzido para os palcos, foi um dos temas de debate entre Fernanda Torres e Cristovão Tezza na Casa Folha, em conversa mediada pelo editor-executivo do jornal, Sérgio Dávila.

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A atriz e escritora e o autor catarinense, que já escreveu peças, atuou e foi até iluminador de palco, trataram da influência da oralidade na linguagem escrita e da facilidade com que um livro pode ser traduzido para o teatro, caso do livro "O Filho Eterno", de Tezza.

"Meu trabalho com [a adaptação para os palcos do livro de] 'A Casa dos Budas Ditosos' abriu a questão da escrita para mim, dessa voz interior que ela tem. A literatura é o diálogo interior que o ator tem quando está em cena", disse Torres.

Já Tezza afirmou que sua literatura tem um tanto da oralidade herdada do teatro.

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Os autores falaram sobre os graus de dificuldade de produzir diferentes gêneros, como a crônica, a crítica e o romance. "Para mim, o mais difícil no exercício da crônica é ser sucinto", disse Torres.

Tezza destacou que o texto publicado em jornal tem a presença muito marcante do leitor, enquanto o literário mantém dele uma distância grande. "O texto no jornal é publicado e, na mesma hora, tem algum leitor reclamando.

Literatura é outra viagem, e é, para mim, um texto mais difícil. Reescrevo muito meus textos."

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No debate sobre a fronteira entre ficção e não ficção, Tezza avaliou que é o pressuposto de verdade que separa uma coisa de outra. "Mesmo que, na ficção, você conte algo verdadeiro, não há o pressuposto de verdade e o texto não será tomado como tal." No entanto, disse ele, "a experiência pessoal é tudo que nós temos". "Uma obra de ficção é uma hipótese de existência que o escritor apresenta ao leitor."

Fernanda Torres explicou que suas hipóteses têm girado em torno do sexo oposto, uma vez que seus personagens principais e narradores são do sexo masculino. "O fato de serem totalmente diferentes de mim me livra de mim mesma, o que é ótimo quando você é alguém conhecido."

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